OPERÁRIO COMPLETA 66 ANOS BUSCANDO O 15º TÍTULO DA SUA HISTÓRIA

HISTÓRIA
OPERÁRIO COMPLETA 66 ANOS BUSCANDO O 15º TÍTULO DA SUA HISTÓRIA

Nesse Domingo (03.04),na Arena Pantanal, busca o 15º título estadual de sua gloriosa história.


30/04/2015    914

PASSADO & PRESENTE

Liderados por Rubens dos Santos, com apoio do Bispo Dom Campello de Aragão, um grupo de jovens de Várzea Grande, há 58 anos atrás, no dia 1º de maio de 1949, fundava o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, considerado o tricolor mais querido em Mato Grosso.

Entre as grandes conquistas, está o tri-campeonato amador em 1952/53/54, sendo pioneiro no profissionalismo, conquistando os títulos em 1967 (Campeonato Cuiabano) e 1973 (Campeonato Estadual). Inesquecível também foi a conquista da Copa Campeão dos Campeões em 1964, bem como o inédito tri-campeonato em 1985/86/87, na gestão Edvaldo Ribeiro, radialista, e atual diretor-presidente da Rádio Bandeirantes AM de Mato Grosso, sendo o único presidente tri-campeão na história do clube. 

Após a conquista na administração presidencial do jovem Wendell Rodrigues em 2005, o Operário completa amanhã, dia 01 de maio de 2015, 66 anos de vida, e no domingo, dia 03, enfrenta o Cuiabá na primeira partida decisiva para se conhecer o Campeão Mato-grossense de 2015.

O time dirigido tecnicamente pelo jovem Eder Taques leva toda a confiança da torcida tricolor para a Arena Pantanal, e apesar dos desfalques importantes, a garra e o amor a camisa, aliada ao 12º jogador, que é a torcida, tem tudo para alegrar a torcida mais fiel de Mato Grosso.

 

APOIO DO PREFEITO

É bom saber que esse time, no ano passado, esteve prestes a se licenciar, e através de uma atitude do prefeito Walace Guimarães, sem utilizar um centavo de dinheiro público, reuniu um grupo de empresários da cidade, solucionando o problema.

Hoje, o Operário tem como presidente o jovem Geovani Banegas, gabando-se de ter adquirido o direito de disputar o título estadual. Já tem vaga assegurada na Copa Brasil e Copa Verde do próximo ano, e agora (após o Estadual) participa do Campeonato Brasileiro da Série D. Ao lado de Banegas, na diretoria atual, nomes e apoiadores como Nei Adalton, Assaí Supermercados, Shopping Popular, Sorpan, União Transportes, MIS Celulares, Tubarão Esportes, Intergraf, Construtora João de Barros, Jânio Calixto, Supermercados Bom Gosto e Refrigerantes Marajá, entre outros.   

 

O INÍCIO

Através de um grupo de jovens formados por Nono “Sapateiro”, Caetano, Assis, Zé Simeão, Jorge Mussa, Ciro Moreira, Lindolfo, Boalva, liderados por Rubens dos Santos, no dia 1º de maio de 1949 era fundado o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, orgulho maior da “Cidade Industrial” no mundo esportivo. O Bispo Dom Campello de Aragão (dizem que está vivo, residindo em Maceió – AL) doou as primeiras camisas, e por ser torcedor do Fluminense do Rio Janeiro, as cores foram idênticas à do clube carioca, permanecendo até a data atual.

Quanto ao nome, por ser a data em que se comemorava o Dia do Trabalhador, Rubens dos Santos achou por bem homenagear a classe, motivo do nome Operário.

A primeira partida aconteceu no dia 1º de maio à tarde no Círculo Operário (hoje funciona o Clube de Eventos Igreja N.S. do Carmo) na Rua Independência, centro de Várzea Grande, contra o tradicional rival na época, Palmeiras do Porto, que foi derrotado pelo tricolor por 1 X 0, gol de Boalva, na etapa final. O time que pela primeira vez entrou em campo na história do clube era formado por Jorge Mussa, Benedito “Sapateiro”, Caetano, Assis e Alito (Gonçalo Gongon); Ciro, Lindolfo e Rubens dos Santos; Zé Simeão (Chafía), Nono “Sapateiro” e Boalva. O treinador era Rubens de Morais, com BasílioTavares sendo auxiliar.

 

PRIMEIRA DIRETORIA

O time dava o pontapé inicial em campo, e Rubens dos Santos convocava torcedores e simpatizantes do clube para a formação da 1ª diretoria. A reunião aconteceu no dia 15 de maio, na casa de Joaquim Santana Rodrigues, com o falecido Luiz Vitor da Silva sendo escolhido como 1º presidente na história do Operário Várzea-grandense. A diretoria era composta ainda por Lamartine Pompeu de Campos, Joaquim Santana Rodrigues, Oldemar Pereira, Mestre Dario, Manoel Mendes de Oliveira, e Manoel Santana.

 

RIVALIDADE

A grande rivalidade com os clubes cuiabanos começou a surgir no início da década de 50, onde ficavam de olho nos novos valores do tricolor, com Mixto, Atlético Mato-Grossense e Palmeiras assediando constantemente Lindolfo, Zé Simeão, Caetano, e principalmente o rápido ponteiro Boalva. Beraldo Correa, garoto na época, comentou: “O Rubens de Morais deixou a direção técnica, voltando à Liga de Arbitragem de Cuiabá, com o falecido e presidente eterno, Rubens dos Santos, assumindo o comando. Então o time passou a ganhar todos os torneios que disputava em Várzea Grande”.

O Campeonato Amador Várzea-grandense era disputado por Bonsucesso e Vila Nova de Bonsucesso, Clube Atlético Souza-limense (Souza Lima), Campinas da Guarita, Soberano, Industrial (Porto) e Operário Várzea-Grandense.

 

TRICAMPEÃO AMADOR

Conforme Zé Simeão, ponta direita titular na campanha vitoriosa do tri-campeonato várzea-grandense, os times jogavam entre si em dois turnos, e no final, os campeões dos dois turnos, em melhor de três, disputavam o título. “Após o bi-campeonato em 1953/54, Rubens dos Santos passou a utilizar o Gonçalo” Gongon” e Chafia sempre no segundo tempo, aproveitando o cansaço do adversário”, relembrando a primeira partida decisiva em 1955. “A decisão foi o contra o Campinas da Guarita, e no 1º tempo nada dava certo. No segundo tempo entraram os dois e foi do Chafía o gol de empate quase no final do jogo”, confirmou.

No jogo de volta, em partida realizada no Estádio Gonçalo Botelho de Campos, onde hoje está situado o Big-Lar, na rua Benedito Monteiro, centro de Várzea Grande, o Operário goleou por 4 X 0, com Zé Simeão marcando os quatro gols.” Estava com sorte e inspirado naquele dia, com a bola sobrando e eu mandando para as redes”, vangloriou-se  Zé Simeão. O time da vitoriosa campanha  do tri- campeonato era formado por Jorge Mussa, Benedito Sapateiro, Caetano, Assis e Alito; Ciro, Lindolfo e Rubens (Chafia); Zé Simeão, Nono Sapateiro e Boalva (Gongon). A jovem  Sarita Baracat(ex- prefeita e deputada estadual) era a madrinha, e o falecido Renato dos Santos ( diretor –presidente e fundador do jornal Correio Várzea-Grandense) era mascote.

 

FILIOU NA FMD E CONTRATAÇÕES

O Campeonato Amador Várzea-grandense ficava pequeno pela grandeza do futebol que o Operário apresentava e o presidente Rubens dos Santos atravessou a ponte, filiando o clube em 1958 na Federação Mato-grossense de Desportos, presidida por Macário Zanacappe João de Deus. Nesse ano e em 1959, o Operário não foi bem, a não ser o empate histórico diante do Dom Bosco em 1 X 1, gol de Lindolfo, já em final de carreira . “Nesse dia o Maurão fechou o gol, e o azulão cuiabano, que tinha uma dupla de área infernal, formada por Dasmaceno e Fião, nada fizeram contra nós. Foi uma glória empatar com um dos melhores times do Estado, com o Presidente Eurico Gaspar Dutra lotado”, avaliou Nassarden, que lembrou de vários craques daquele time, a saber: Beraldo Correa, Iunes, Ali e Jafa Mussa, Maurão, Tião Macalé, Caboclo, Botelho, João Garrucha, Acimar, Berlindes Pacu e outros que não recordou. Comentários nos Bastidores Esportivos de Mato Grosso confirmam que quando a coisa ficava feia para o Operário, Rubens dos Santos mandava buscar em Corumbá, sul do Estado, o falecido Pai de Santo “Carrapato” para realizar trabalhos para o Operário.

Em 1960 Rubens dos Santos realizou várias contratações, sonhando com o esperado título Cuiabano. O plantel era formado por Iunes, João Garrucha, Musse, Jafa, Beraldo, Ali Untar, Isaac Nassarden, Saldanha, Vital, Martinho, Formiga, Ponceano, Maneco, Poxoréo, Tatu, Didi, Botelho, Genésio, Pequenino, Berlindes Pacu, Acimar Monteiro, Aélio, Ide “Inhara”, Gildo, Xaxalo, João Mussa e Lulinho. Basílio Tavares era o treinador.

 

CONQUISTAS INESQUECÍVEIS

A década de 60 foi considerada positiva pela diretoria tricolor, com o clube ganhando do jornalista-radialista Jota Alves o apelido de “Pequeno Davi”. O Operário ficou com o vice-campeonato por se recusar a realizar a partida decisiva com o Dom Bosco, em uma ação solidária de Rubens dos Santos com o presidente da FMD, Macário Zanacappe. “Os clubes queriam derruba-lo na presidência, então o Rubens achou por bem não entrar em campo para decidir o título, e nós e a torcida, acatamos, afinal era ele a alma do time, e sabia o que fazia”, avalizou Isaac Nassarden, autor do gol que tirou o poderoso Clube Atlético Mato-grossense da final.” O goleiro do Galo Cuiabano era Fulepa, e de pênalti, empatei o jogo. Depois foi só comemoração no Bar Balança, Mas Não Cai”, gabou-se Nassarden. No ano seguinte, em 1961, Rubens dos Santos deixou a presidência do clube, assumindo Ari Leite de Campos, e o tricolor ficou na 4ª colocação.

No ano de 1963, Rubens dos Santos é eleito novamente presidente, renovando por completo o plantel, senão vejamos: Saldanha (Palmeiras), Poxoréo (Mixto), Lício Amorim e Vital (Atlético), Ide “Nhara” e Ben, (XV de Novembro). Com Rubens dos Santos como treinador surgia o “Rolo Compressor”, ganhando todos os títulos disputados naquele ano. O time titular era formado por Saldanha, Vital, Martinho, Formiga e Maneco; Poxoréo, Aélio e Tatu; Ide “Nhara”, Gildo (Ben) e Lício Amorim (Didi).

 

CAMPEÃO DOS CAMPEÕES

Em 1964, com Atair Monteiro, como presidente, e Rubens dos Santos na direção técnica, em partida emocionante com o Mixto, venceu por 3 X 1, gols de Fião, conquistando o titulo cuiabano, quando sofreu apenas uma derrota, 4 X 2 para o Americano, em um dia que nada deu certo, como afirmou o artilheiro do campeonato Fião, autor de 25 gols durante o certame. Com a conquista ganhou o direito de disputar o Torneio Campeão dos Campeões, formado apenas pelos campeões das regiões Norte, Sul, Oeste e Centro-Oeste de Mato Grosso (o Estado não era dividido). Foi nessa época que o poeta Silva Freirem (falecido) apelidou o time de “A Alma Alegre do Povo”, isso devido a facilidade que a equipe tinha em vencer seus adversários, praticando o melhor futebol do Estado.

 

DECISÃO

A decisão entre os finalistas, Operário (norte) e Ubiratan de Dourados (Sul), conforme conta o artilheiro Fião, aconteceu em duas partidas, com o Operário empatando a primeira em Dourados em 0 X 0, e uma semana depois, com o Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra lotado, após um empate em 0 X 0 no tempo normal, o Tricolor na prorrogação venceu por 1 X 0, gol de Ide “ Nhara”aos 13 minutos do segundo tempo. “Estava no fim, e tudo indicava que a decisão iria para os pênaltis, mas o “Nhara” resolveu a parada”, orgulha-se Fião, a “Pérola Negra”.

O time ganhou um dos mais importantes títulos em sua história atuando com Saldanha, JK (Vital), Martinho, Formiga e Maneco; Pádua, Franklin e Damasceno; Ide “Nhara”, Fião e Lício Amorim. Nos anos de 1965/66, tropeçando nas próprias pernas, o tricolor foi um fracasso tanto no Campeonato Cuiabano, como disputando pela 1ª vez a Copa do Brasil contra equipes do futebol goiano e brasiliense, reconquistando a hegemonia nos anos seguintes.

 

IMPLANTADO O PROFISSIONALISMO

Em 1967, Rubens dos Santos, com muito sacrifício, ao lado de dirigentes como Ranulfo Paes de Barros, Joaquim de Assis, Macário Zanacape e Agripinio Bonillia,

Implantava o futebol profissional em Mato Grosso. “O cumpadre Rubens pode ser considerado o “pai” do nosso futebol, pois se não fosse ele, a sua perseverança, o futebol profissional chegaria muito mais tarde no Estado”, confirmou Atair Monteiro, presidente do clube na vitoriosa conquista do título de 1º Campeão dos campeões em 1964, e diretor na conquista do 1º título no futebol profissional.

 

PRIMEIRO CAMPEÃO

A decisão do campeonato, conhecido com o “Clássico dos Milhões”, aconteceu diante do seu maior rival, Mixto, onde com duas vitórias, 1 X 0 e 3 X 1 respectivamente, ficou com o título. O plantel contava com Saldanha, Odenir “Upa Neguinho”, Maneco, Franklin, Gebara e outros, identificados na foto abaixo. O treinador era João Batista Jaudy, o presidente era Rubens dos Santos, com Fioriavante Fortunato na retaguarda. O apelido “Chicote da Fronteira” adquirido a partir da conquista desse título é pela rivalidade que existia entre Várzea Grande (Fronteira) com a capital Cuiabá, onde apenas o Rio Cuiabá separa as duas mais importantes cidades de Mato Grosso. “ Os cuiabanos ficavam P...da vida, pois passamos a comandar o futebol na “Baixada Cuiabana”, e chicote significava as grandes vitórias que o Operário conquistava contra os times cuiabanos em pleno Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, localizado na capital”, disse Beraldo Correa, ex- atleta e supervisor vencedor na história do clube.

 

CHICOTINHO

Nesse ano de 1967 o Operário implantava também sua categoria de base, e de todos os craques mirins na época, apenas o lateral Lulinha chegou ao profissionalismo, chegando a ser titular do Operário em 1975. “tinha só 17 anos e ao jogar junto com o goleiro Orlando, ele me indicou para a Portuguesa de Desportos, seu ex- clube”, disse Lulinha, confirmando ainda que” estava estudando e não queria ficar longe da família, mas sou feliz com o que sou atualmente”, comentando sua condição de um dos grandes professores da Cidade Industrial. No time infantil da época, Jorginho Mussa (filho de Jorge Mussa, 1º goleiro na história do clube), e Augusto Roberto, filho do ex- zagueiro Caetano, são craques na comunicação atual em Mato Grosso, com o primeiro comandando o programa esportivo “Bate Bola Cultura”, pela Rádio Cultura de Cuiabá, e o segundo, apresenta ao lado do deputado – apresentador Roberto França, o programa “Resumo do Dia”, pelo SBT.

 

BICAMPEÃO

O bi-campeonato com Branco de Barros na presidência e Tidinho Correa e Tio Odorico na direção técnica, aconteceu no ano seguinte, em 1968, e com dois gols de Fião e Jaburu completando o placar, vencendo o Mixto por 3 X 1. O time jogou a decisão com Walter, JK, Gonçalo, Glauco e Darcy Avelino; Adalberto” Brejinho”, Poxoréo e Gebara; Jaburu, (Ide), Fião e Odenir. Em 1969, apesar dos esforços do presidente Ditinho de Zaine, foi decepcionante a campanha tricolor, inclusive, com o clube pela 1ª vez na história, solicitando licença na FMD, ficando fora do campeonato de 1970.

Em 1971 Rubens dos Santos retorna ao clube, trazendo com ele um jovem radialista, Roberto França que assumia como treinador. Várias contratações foram feitas no futebol carioca e mineiro, quando chegaram Gaguinho (Botafogo), Jorge Cruz (Bonsucesso), Veludo (Madureira), Fagundes (Araxá e Araguari), e maior de todas, o artilheiro Bife, falecido recentemente, contratado ao LS de Campo Grande-MS, a pedido de Roberto França, que deixou o cargo no final do primeiro turno, assumindo João Batista Jaudy. O Operário foi vice-campeão, perdendo o título para o Dom Bosco em uma final emocionante, pelo placar de 3 X 2.

 

1º CAMPEÃO ESTADUAL PROFISSIONAL

Era do Operário as façanhas nas conquistas do título de Campeão dos Campeões em 1964, implantação do futebol profissional em 1967, onde foi campeão, e no ano de 1973, com o título sendo disputado em 74, conquistou o título de 1º Campeão Estadual de Futebol Profissional ( Mato Grosso ainda não tinha sido dividido). O time foi reforçado com as contratações de Paulinho (ex- Operário de Campo Grande, Linense e Portuguesa de Desportos), Zé Pulula (Lula ) do Londrina – PR, Arlindo (Goiânia), Ruiter (Mixto), Marcio ( futebol carioca), Dirceu Batista (Cruzeiro), Carlos (ex- goleiro do São Paulo em 1964 e Formiga - MG (1968), Gilson Lira (ABC de Natal), e o treinador Totinha Gomes, ex- auxiliar de Don Freitas Solich no Atlético Mineiro, e campeão da 2ª Divisão mineira com o Paraense de Pará de Minas.

 

 BICAMPEÃO TAÇA CUIABÁ                 

 Campeão da Taça Cuiabá em 1972, após vencer o tradicional rival, Mixto por 1 X 0, gol de César”Diabo Loiro” de falta, o Operário que tinha Joel Silva, o próprio César, Darcy Avelino, Bife, Gaguinho Joel Diamantino e Odenir como os astros da equipe, trattou-se de reforçar ainda mais e elenco para 1973. Nesse ano contou com vários craques de renome nacional na competição, entre eles Djalma Dias, Negreiros, e em 1975, na mesma disputa, trouxe Jairzinho, o “Furacão da Copa”, e posteriormente, Luisinho Tombo, irmão de César Maluco,ex- Palmeiras e Corinthians Paulista. OBS: Para as disputas da Taça Cuiabá, cada clube poderia utilizar dois jogadores sem vínculo contratual, e desta forma, o tricolor trouxe as feras citadas acima, enquanto que o Mixto utilizou o zagueiro Altair (ex-Fluminense – RJ e seleção brasileira, e o Dom Bosco se reforçou com o atacante Paraguaio ( ex- Náutico – PE e Botafogo RJ  ) e o lateral Rildo, ex- Botafogo Carioca e Santos – SP e seleção brasileira.

QUALIDADE NOS TIMES

Antes era campeonato cuiabano, e a partir deste ano de 1973, passou a contar com participantes de todo estado, a saber: Operário, Dom Bosco, Palmeiras do Porto e Mixto de Cuiabá; Comercial, SEI ( Sociedade Esportiva Industriaria) e Operário de Campo Grande; Ubiratan e Douradense de Dourados; Comercial ( Poconé) e União de Rondonópolis. Foram disputados 3 turnos, com o Operário ganhando dois, e assim foi para a decisão em uma melhor de quatro pontos com a vantagem de 1 ponto  Após empatar a 1ª partida em 0 X 0, Operário na decisão, em um domingo pela manhã, goleou o Dom Bosco por 4 X 0, com 2 gols de Bife, com Ruiter e César completando o marcador. OBS: Por falta de calendário, o campeonato de 1973 foi decidido no início de 74.

 

O PLANTEL CAMPEÃO                        

 O plantel tricolor era formado por Carlos Pedras, Fagundes, Aguimar, Gaúcho, Paulinho, Nide, Erasmo, Adão, Paulo Fernandes, Arlindo, Lira, Malaquias, Marcio, Gaguinho, Mica, César, Dirceu Batista, Joel Diamantino, Boaventura, Carlos Abadia, Ruiter, Quatá, Bife, Zé Pulula ( Lula ), Gilson Lira, Odenir, Alceu Provatti, Lucio Mineiro, Luizito, Formigão Cec

Por: Pulula da Silva - SECOM/VG