Projeto socioassistencial chega a catadores de lixo em Várzea Grande


Atendimento médico e de assistência social será levado a 60 pessoas em situação de vulnerabilidade que vivem e sobrevivem na função de catadores de lixo em Várzea Grande, nesta sexta-feira (28), a partir das 8h

Ao menos 60 pessoas em situação de vulnerabilidade que vivem e sobrevivem na função de catadores de lixo em Várzea Grande receberão nesta sexta-feira (28), a partir das 8h, atendimento médico e de assistência social. A abordagem será feita na localidade do aterro sanitário do município pela Guarda Municipal de Várzea Grande e a equipe médica da Secretaria Municipal de Saúde. A ação integra o projeto do Ministério da Justiça “Crack é Possível Vencer” desenvolvido em Várzea Grande pela Secretaria Municipal de Defesa Social em rede intersetorial com outras pastas da administração pública quando necessário. 

O projeto chega a esse público através do ‘Consultório de Rua’ e abordagem humanizada da Guarda Municipal. “Num primeiro momento a Guarda Municipal por meio do projeto social detecta essas populações em situação de vulnerabilidade da cidade e depois agenda para levar até elas o ‘Consultório de Rua’ que são equipes móveis de saúde que prestam atenção integral à saúde da população em situação de rua, considerando suas diferentes necessidades, e trabalham junto aos usuários de álcool, crack e outras drogas com a estratégia de redução de danos. Essas equipes possuem profissionais de várias formações que atuam de forma itinerante nas ruas desenvolvendo ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde da Família, aos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas – Caps AD, aos serviços de urgência e emergência e outros pontos de atenção que sejam necessários”, explica o coordenador do projeto, Cristiano Cordeiro.

O Coordenador também detalha que dentro do projeto “Crack é Possível Vencer”, as ações são desenvolvidas em duas frentes. A primeira reúne ações de policiamento ostensivo e de proximidade comunitária nas áreas de concentração de uso de drogas, articuladas com a Saúde e Assistência Social. A segunda organiza ações para diminuição da presença das drogas na sociedade, buscando a desconstrução da rede de narcotráfico, com atuação integrada com a Polícia Militar no combate ao tráfico e repressão a traficantes, e posteriormente prestar assistência a esse segmento da população.

Para intervir nas áreas de consumo e concentração de drogas e álcool, a Guarda Municipal de Várzea Grande busca integrar essa população de rua com o Poder Público no sentido de estabelecer vínculo de proximidade, garantir as condições de segurança e qualidade de vida da região. ”Quando detectamos a população de rua atuamos primeiramente de maneira ostensiva, buscamos estabelecer relações de confiança com essas pessoas e priorizar soluções que propiciem o atendimento das redes de atenção e cuidado aos usuários de drogas. Essa é uma questão de saúde pública, e a alternativa deve ser, em primeiro lugar, o atendimento médico e psicossocial. Nas áreas de consumo, levamos a base móvel, o que nos confere a mobilidade necessária para os atendimentos preventivos. Além disso, nossos guardas buscam estabelecer laços de confiança com a comunidade e estimular a mobilização social em torno da resolução dos problemas que envolvem a criminalidade e a violência que afligem a sociedade”, explica Cordeiro.

O primeiro contato com as famílias residentes no aterro sanitário ocorreu na última semana e reuniu representante do Ministério Público do Estado (MPE/MT), o promotor Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande de Defesa da Cidadania e do Consumidor, representantes das Secretarias Municipais de Saúde e Assistência Social, através do Caps AD e do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). “Todos esses representantes são envolvidos no projeto ‘Crack é Possível Vencer’. Esperamos que após esse amplo trabalho possamos oferecer a esse grupo de pessoas em situação risco, apoio em todas as suas necessidades, contribuindo, desta forma, para a redução dos índices de consumo de drogas e reinserção social”, declarou.