Projeto Redes qualifica técnicos e gestores em políticas públicas em Saúde Mental 


A capacitação promovida por meio do Projeto Redes da Fundação Oswaldo Cruz, Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas e Ministério da Justiça e Cidadania.

Servidores das áreas de saúde, educação, assistência social e segurança do município de Várzea Grande participaram nesta quinta-feira (19) de uma capacitação promovida por meio do Projeto Redes da Fundação Oswaldo Cruz, Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas – SENAD e Ministério da Justiça e Cidadania.

A medida faz parte do trabalho de mobilização e articulação do Comitê Gestor Municipal de Políticas sobre Drogas e Cidadania. Esta é a terceira etapa do projeto na cidade industrial neste ano, a qual abordou o suicídio como tema.

De acordo com Luciana Kalix, coordenadora da saúde mental do município, este assunto foi escolhido com base nos índices que apontam aumento nos casos de suicídio em Várzea Grande. No ano passado, foram registrados nove casos, enquanto neste ano já foram 17.  A psicóloga Beatriz Montenegro ministrou  palestra com base nas necessidades do Projeto Redes em orientar e munir gestores de conhecimento sobre o assunto.

“Diante deste aumento, observamos a necessidade de capacitar os nossos profissionais para tornar o serviço mais ágil e eficiente o atendimento. Por isso, fizemos questão da participação dos servidores de todas as áreas. O casos não são tratados apenas pela saúde pública ,  e sim , envolve também a educação, a assistência social e a segurança, por meio da guarda municipal”, explicou.

A presidente do Comitê Gestor de Políticas sobre Drogas e Cidadania de Várzea Grande, Soraia Miter Simon, afirma que a capacitação já apresentou resultados positivos no município. Isto porque, apesar desta  etapa abordar um tema diferente, todas visam garantir a articulação da rede intersetorial. Diante disso, segundo ela, já é visível uma maior interação entre as áreas envolvidas e, consequentemente, um melhor atendimento.

“O objetivo do Projeto Redes é organizar a rede intersetorial psicossocial, garantir a formação permanente dos profissionais que integram a rede, e ainda servir como base para o desenvolvimento de programas que atendam esta demanda. Já podemos observar que os profissionais estão se comunicando melhor, e estamos desenvolvendo planos de ação com base nestas etapas de  capacitação”, revelou.

A psicóloga Tatiane Costa, servidora do município, parabeniza a iniciativa. Para ela, capacitações como estas “ajudam os profissionais a ter maior preparo quando se deparar com situações de tentativa de suicídio e demais casos envolvendo a saúde mental de pacientes”.

“A capacitação é uma ferramenta de gestão que tem na intersetorialidade a articulação, mobilização e integração de ações com foco em reduzir danos sociais quanto ao uso problemático de drogas junto às comunidades”, finalizou Luciana Kalix .