Alunos de Várzea Grande se destacam no projeto do Ministério Público Estadual


Três Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) venceram o concurso de redação do projeto “Onde há educação, a corrupção não tem vez”, idealizado e desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT)

A garantia do direito à educação de qualidade é um princípio fundamental e basilar para as políticas e gestão da Educação Básica. Visando melhor aplicabilidade das inovações do Plano Nacional de Educação (PNE), a Educação de Várzea Grande está dando um salto de qualidade em todos os quesitos enumerados no Plano com prestações positivas na busca de um Ensino Básico Público eficiente, sendo referência nacional. Com esses investimentos e avanços três Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) venceram o concurso de redação do projeto “Onde há educação, a corrupção não tem vez”, idealizado e desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT).

Ao todo, participaram dessa primeira etapa 23 unidades escolares, entre municipais e estaduais de Cuiabá e de Várzea Grande.  As escolas municipais vencedoras foram: “Tenente Abílio da Silva Morais”, “Caic – Gonçalo Domingos de Campos” e “Dirce Leite de Campos”. Os vencedores serão contemplados com um tablete, assim como o professor-orientador do projeto, e a escola vencedora receberá R$ 1 mil. 

Segundo o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, o  Plano Nacional de Educação (PNE) é a política pública mais atual e tem como objetivo a melhoria da Educação Básica. Está amparado na Constituição Federal e visa efetivar os deveres do Estado em relação à Educação. “A construção de uma nova cultura escolar, com outras práticas, normas e concepções, não depende apenas de mudanças legais, mas, sobretudo, da criação de condições efetivas para tal, o que incide em alterações das condições de trabalho oferecidas ao professor, estrutura da escola e preparo técnico e pedagógico aos docentes. Estes fatores são elementos que implementamos e têm surtido um efeito muito gratificante e positivo”, explica Silvio, dizendo ainda que os avanços continuarão em 2018 com a construção de 16 novas creches e mais cinco unidades escolares, sendo três estaduais e duas municipais.

Silvio Fidelis disse que é importante tratar essa temática no meio escolar, sendo as crianças os futuros profissionais da nação. “O Governo Federal já implantou várias ferramentas de gestão e controle para coibir a corrupção em órgãos públicos. Nada mais que salutar o MPE tratar este assunto no universo escolar numa faixa etária pertinente de formação da personalidade e cárater. Os alunos da nossa Rede Escolar têm se destacado em vários projetos e principalmente neste que trata de um assunto atual que permeia a sociedade e política nacional”.

Para a idealizadora do projeto, também integrante da comissão julgadora, promotora de Justiça, Luciana Fernandes de Freitas, as redações municipais apresentaram autenticidade, e através da pureza dos subscritores, foi possível observar que as crianças já têm noção e opinião sobre a corrupção. “Achei importante que várias escolas municipais abordaram uma questão que entendo central quanto à corrupção no sistema político e representatividade: o voto! Assim, creio que trabalhando com esses pequenos desde agora sobre a consciência do voto, garantiremos no futuro, um Brasil com uma representatividade política mais adequada. Uma redação também se destacou por ter traçado um paralelo bem pertinente entre corrupção, educação e segurança pública!”, destacou Fernandes. 

O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko, também integrante da comissão julgadora, avaliou que o projeto despertou nos alunos a preocupação com os efeitos danosos da corrupção no nosso cotidiano. “Todas as escolas demonstraram que todos os atos de corrupção devem ser combatidos e evitados. Fiquei satisfeito com o engajamento das escolas públicas e desejo sucesso aos finalistas”, acrescentou Slhessarenko. 

O projeto foi dividido em três etapas: prova de redação com a temática “Combate a Corrupção”, trabalho de artes (de forma livre) e a prova oral (discurso) sobre o tema. A disputa entre as escolas públicas ocorreu em duas categorias – municipal e estadual  respeitando a faixa etária dos alunos participantes.Conforme balanço do MPE/MT, cerca de nove mil alunos de 23 escolas municipais e estaduais de Cuiabá e Várzea Grande receberam os promotores de Justiça, Miguel Slhessarenko Junior e Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho no mês de outubro. O encerramento do projeto ocorrerá no dia 28 de novembro de 2017.