Projeto Laços Maternos encerra atividades do ano com homenagens às mães

Inclusão Social
Projeto Laços Maternos encerra atividades do ano com homenagens às mães

Neste ano, oito bairros integram o projeto: Cristo Rei, Ouro Verde, São Simão, São Mateus, Vila Arthur, Santa Maria, Manaíra e Água Vermelha


28/11/2017    508

Uma homenagem à família marcou o encerramento das atividades do projeto social ‘Laços Maternos’ em 2017, nesta manhã, em Várzea Grande. O evento, realizado no Lar Vicentino, no Centro da cidade, reuniu mais de 250 pessoas, a maior parte delas gestantes e mamães com filhinhos recém-nascidos. Elas, as grandes homenageadas do dia, participaram neste ano das atividades do ‘Laços Maternos’, ação que consiste em oferecer acompanhamentos médico, assistencial e psicológico durante os nove meses de gestação, o pré-natal de cada mulher, o cuidado com a criança e ainda possibilita a capacitação na confecção do enxoval do bebe e a entrega de 1 kit às gestantes atendidas.

A data de hoje comemora ainda os dois anos do projeto e as quatro etapa já concluídas que atenderam mais de 550 gestantes em oito bairros da cidade. Somente neste ano, conforme dados da secretaria de Assistência Social, realizadora do projeto social, 70 bebês de mamães que integraram o projeto nesta quarta etapa nasceram com o apoio do ‘Laços Maternos’. Como destacou a secretária municipal de Assistência Social, Kathe Martins, somente em 2017, 196 gestantes participaram das atividades do projeto, o que gerou 275 exames, sendo 85 deles exames de imagens, através da ultrassonografia.

A secretária explica como funciona o projeto. As gestantes passam por consultas periódicas com especialistas nas unidades de saúde do Município, além de participarem de palestras educativas, que abordam vários temas como aleitamento materno, saúde bucal do bebê, nutrição, direitos junto à Previdência Social entre outros. Elas também são acompanhadas por ginecologista, obstetra, psicólogo e nutricionista, além de contarem com realização de exames laboratoriais, orientações e esclarecimentos de dúvidas. “Além de toda essa assistência que garante a saúde da mãe e do bebê e que vai agora até a hora do parto, por meio da Rede Cegonha instalada recentemente no Pronto-Socorro municipal, outro ganho que essas gestantes têm é do aprendizado de algumas técnicas de artesanato como crochês, pinturas, bordados, confecção de lacinhos, práticas que ajudam na confecção própria do enxoval da criança e podem garantir renda extra para o sustento da família”, reforça a secretária, Kathe Martins.

Confeccionar e vender enxoval de bebês é a meta da gestante Cleide Nunes, moradora do bairro Água Limpa. Ela espera Isadora que ainda vai levar quatro meses para nascer, enquanto isso, aprende a fazer laços e bordados, técnicas que desconhecia e que ela acredita que poderão ajudar no orçamento doméstico. “Posso trabalhar em casa e cuidar da minha filha ao mesmo tempo. Para mim, o projeto ajudou muito em relação às orientações de saúde, pois essa e minha primeira filha. Aprendi várias técnicas que vão me ajudar a produzir lindas peças de enxoval”.

Mais do que conhecimento e oportunidades de geração de renda, o ‘Laços Maternos’ está garantindo segurança à Maria Domingas da Silva, que espera pelo sétimo filho. Na verdade, ela espera o nascimento de Maiara que deverá chegar em fevereiro do próximo ano. “Minha filha vai nascer aqui em Várzea Grande e eu estarei mais perto da minha família nesse momento”. Maiara será uma das crianças e vir ao mundo por meio do Rede Cegonha, do Pronto-Socorro.

Gislaine Brito, moradora do bairro Santa Maria II, está gestante de sete meses da sua primeira filha, a Kássia. Ela está no projeto há cerca de quatro meses e está bastante satisfeita com a possibilidade de poder fazer o próprio enxoval. “Estou bastante ansiosa e essas técnicas de artesanatos estão me ajudando muito. Acho muito importante o acompanhamento que temos em relação à gravidez. Só tenho que agradecer a tudo”.

Satisfeita com tudo que tem aprendido nos últimos quatro meses, Ruth Rodrigues aprendeu coisas que nem imaginava. “E vou aproveitar tudo isso para ajudar na criação dessa criança, que é minha primeira”.

Como completa a secretária, Kathe Martins, o projeto foi idealizado pela atual gestão e constitui-se em um trabalho socioeducativo, de caráter interdisciplinar, comungando ações das políticas sociais de assistência social e da secretaria de saúde do Município. “É uma junção de esforços em prol da qualidade de vida da gestante, dos bebês, das crianças, enfim; da família. Juntamos aqui profissionais da saúde, da assistência social, os agentes comunitários e parceiros, como o curso de medicina do Univag”. A secretária disse ainda que o ‘Laços Maternos’ é um dos projetos que mais reflete na atual administração. “Aqui em Várzea Grande amamos e cuidamos da família e acreditamos que podemos proporcionar melhor qualidade de vida à população”.

O PROJETO - O curso tem duração de quatro meses, sendo que nos dois primeiros as futuras mamães têm aulas de artesanato para que possam fazer manualmente o enxoval do bebê, como cueiros, lembrancinhas, entre outros. No último mês, as gestantes participam de palestras com profissionais da saúde para que sejam orientadas quanto ao parto, aos cuidados com o bebê, sobre a importância da vacinação, entre outros benefícios. As participantes ainda recebem instruções sobre os direitos da gestante, licença maternidade e inscrição em programas sociais e a garantia do acompanhamento ao pré-natal até o nascimento da crianças e os cuidados gerais após o nascimento. A Rede SUS na atenção básica garante o cuidado integral à criança.

A maior parte das gestantes é referenciada pelos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), como também abordadas pelos agentes comunitários de saúde. Integram a rede assistência ao ‘Laços Maternos’ as policlínicas, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), as unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), os CRAS e a Rede Cegonha do Hospital e Pronto-Socorro.

Nesse ano oito bairros integram o projeto: Cristo Rei, Ouro Verde,  Água Limpa, São Mateus, Vila Arthur, Santa Maria, Manaíra e Água Vermelha.

Por: Marianna Peres - Secom/VG