Educação promove palestra sobre Distrofia Muscular durante Semana Pedagógica

Capacitação
Educação promove palestra sobre Distrofia Muscular durante Semana Pedagógica

O objetivo é conhecer a doença, possibilitando a verificação de seus sintomas para a orientação correta da família para o tratamento


07/02/2018    813

A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer promoveu palestra sobre a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) para os profissionais da rede pública de Educação de Várzea Grande, durante a Semana Pedagógica.

De acordo com a Superintendente Pedagógica, Gonçalina Rondon, o objetivo foi capacitar o profissional que atua nas unidades escolares a conhecer a doença, possibilitando a verificação de seus sintomas para a orientação correta da família para o tratamento.

A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença genética degenerativa e incapacitante que causa a fraqueza dos músculos. Isso ocorre pela falta de distrofina – uma proteína que proporciona a estabilidade da membrana do músculo. A fraqueza progride com o tempo e leva a dificuldades motoras para caminhar, correr, pular, se levantar e, nos estágios mais avançados, dificuldades de respirar. Ao passo em que essas atividades tornam-se mais difíceis, a criança com a doença passa a necessitar de ajuda para realizar as atividades da vida diária.

A palestrante convidada, a fisioterapeuta e neuro pediatra de Brasília/DF, Ayanne Castro, afirmou que a Distrofia Muscular de Duchenne não tem cura e o conhecimento por parte dos profissionais que trabalham com crianças é fundamental para o diagnóstico precoce da doença e tratamento que vai ajudar na manutenção da qualidade de vida do paciente. “O professor tendo conhecimento sobre a doença vai conseguir identificar os sintomas no aluno de forma precoce e orientar a família para o encaminhamento médico adequado de forma mais rápida”, avaliou.

A Distrofia Muscular de Duchenne é uma patologia progressiva, grave, não tem cura nem remédios específicos para a doença, se não tratada devidamente pode levar o paciente à morte. O tratamento é multidisciplinar com médicos pediatra, neuro pediatra e envolve várias terapias como a fisioterapia, fisioterapia respiratória, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutricionista e psicologia que ajudam a melhorar a qualidade e a expectativa de vida do paciente.

Segundo ainda Ayanne Castro, o principal sintoma da Distrofia Muscular de Duchenne que os professores devem observar na criança é a fraqueza muscular severa que começam em membros inferiores e evoluem. “Crianças que têm quedas frequentes, só andam ou correm na ponta dos pés, crianças com dificuldades para subir escadas, para se levantar do chão e para acompanhar os coleguinhas nas atividades diárias podem ser diagnosticadas com a doença”, apontou.

De acordo com a superintendente Gonçalina Rondon, as orientações passadas na palestra são muito importantes, pois em muitos casos nem os pais da criança percebem os sintomas e o profissional da Educação tendo esta capacitação pode detectar as dificuldades do aluno em relação às atividades físicas e possibilitar o diagnóstico precoce, fundamental para um tratamento mais eficaz. “Em muitos casos, os pais trabalham, ficam fora o dia inteiro e o professor que passa bastante tempo com a criança e  tendo o conhecimento pode ter a capacidade de perceber os sintomas da doença”, comentou.

Para o secretário Silvio Fidelis, a palestra sobre a Distrofia Muscular de Duchenne, promovida durante os trabalhos da Semana Pedagógica reforça o compromisso da administração municipal em valorizar e capacitar o profissional da rede pública de Ensino. “Sabemos do olhar carinhoso de nossos professores e técnicos para com os alunos da rede municipal, por isso é nosso compromisso promover mais conhecimento e capacitação para que eles possam estar prontos e atentos às dificuldades que alguns estudantes possam ter durante sua permanência na escola”, declarou.

Por: Fred Nogueira - Assessoria SMECEL