Intercâmbio fomenta novas perspectivas para ensino de Várzea Grande


A viagem da diretora que representou MT fez parte da premiação da EMEB “Emanuel Benedito de Arruda” por ter vencido na fase estadual do Prêmio Gestão Escolar

Após retorno da viagem aos Estados Unidos, onde pôde conhecer um pouco da sistemática de ensino adotada em escolas e universidades americanas, a diretora da EMEB “Emanuel Benedito de Arruda”, Josiane Maria da Silva, declarou que a Rede Municipal de Ensino têm condições de adaptar algumas práticas do método de ensino americano e que os avanços na educação no município estão no caminho certo.

A viagem aos Estados Unidos fez parte da premiação da EMEB “Emanuel Benedito de Arruda” por ter vencido na fase estadual do Prêmio Gestão Escolar, promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e Ministério da Educação (MEC). A escola se destacou entre as 82 unidades de ensino inscritas no Estado, nos processos de autoavaliação de projetos inovadores de gestão, competência escolar, além da elevação da sua média de 4.6 para 6.3 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

A diretora juntamente com 26 gestores e o coordenador do CONSED, desembarcaram em Washington DC dia 3 de março para visitar escolas e universidades nas cidades de Fênix, no Arizona e em Miami na Flórida para conhecerem o sistema educacional, suas características e resultados pedagógicos junto à comunidade escolar.

Segundo a diretora, o civismo é uma característica marcante do povo americano e que pode ser incentivado também nas escolas da Rede Pública municipal. “Em todas as salas de aula e repartições de uma escola ou universidade sempre há uma bandeira do país. O sentimento de amor à pátria é estimulado desde o berço. A criança já traz essa paixão de casa e na escola isso é potencializado. O amor ao país faz com que eles sintam o dever de cuidar do bem público e isso faz toda a diferença. Não vi ruas sujas, nem gente limpando ou recolhendo lixo em lugar nenhum, parece que os lugares públicos sempre estiveram limpos e as pessoas colaboram para que assim permaneça”, destacou.

Para Josiane, as escolas de Várzea Grande estão no caminho certo nas questões administrativas, de organização, limpeza, modernização e também pelo fato da gestão municipal estar estimulando a maior permanência dos alunos na escola, fomentando o civismo e a valorização dos espaços escolares.

“Ações implementadas pela atual gestão, a exemplo do programa Escola em Tempo Ampliado – ETA, que este ano conta com mais quatro unidades escolares e passa a ser desenvolvido em 13 escolas de Várzea Grande, já é ponto positivo e com resultados no aumento da média escolar. Em 2017, o programa beneficiou mais de 720 alunos. A exemplo das escolas secundárias americanas, os nossos alunos também passaram mais tempo nas escolas, participando de atividades extracurriculares, culturais, esportivas, aulas de reforço. O ETA de Várzea Grande já se tornou referência na área educacional de Mato Grosso. É lógico que é muito importante observar os sistemas de gestão educacional, mesmo com suas diferenças, sempre há algo em comum e que pode ser trabalhado, melhorado, ou até mesmo adotado por meio de projetos. É um grande universo a arte de educar. Nós, gestores, temos que escolher a melhor metodologia de ensino, o resultado final é o sucesso da sua aplicação”, afiançou a diretora.

No Arizona, a comitiva visitou várias escolas secundárias (ensino médio) e algumas escolas de reservas indígenas. Nas escolas secundárias americanas, os alunos permanecem cerca de 11 horas por dia na escola, onde cumprem a base curricular e desenvolvem atividades de ensino, cursos de aperfeiçoamento e atividades esportivas para acumular créditos para facilitar seu acesso nas universidades.

De acordo com a diretora, no sistema americano de Ensino, os custos com educação são bancados em parte pelo Estado, pela Prefeitura e também pelos pais de alunos. “Lá a realidade é totalmente diferente da nossa aqui no Brasil, não se tem educação gratuita nos EUA. O Estado banca 1/3, a prefeitura 1/3 e os pais bancam o 1/3 restante. Cada escola tem uma avaliação anual, dependendo do desempenho da escola, ela pode receber mais ou menos recursos da prefeitura local. Isso até influencia na valorização ou não dos imóveis situados no entorno da escola”, relatou.

A iniciativa privada também tem um papel preponderante na escola. As empresas podem colaborar investindo em equipamentos, em laboratórios de informática e outras benfeitorias nas escolas que podem impactar na qualidade do ensino, valorizando a localidade onde essas empresas estão estabelecidas. “A lógica é simples: Quanto melhor a qualidade da escola mais estudantes ela terá e mais interesse em morar ou se estabelecer nas suas redondezas, resultado disso: mais arrecadação de impostos. Eles trabalham a Educação dentro de um ciclo econômico e social”, explicou a diretora Josiane Maria da Silva.