Cidade é acolhedora e cheia de oportunidades

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Cidade é acolhedora e cheia de oportunidades

Nas últimas duas décadas, crescimento populacional foi de 36,16% e município ganhou vida própria


16/05/2018    104

Uma cidade de oportunidades. É assim que Várzea Grande chega aos 151 anos de fundação, nesta terça-feira (15), na opinião de seus moradores. Com aproximadamente 274 mil habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a segunda maior cidade do estado recebeu muitas pessoas que encontraram lá a chance de trabalhar, constituir família e educar os filhos. Localizada na região metropolitana da capital, nas últimas décadas a cidade se desenvolveu e ganhou vida própria. É considerado um lugar bom para morar e com condições de melhorar ainda mais se retomar a vocação industrial, que no passado lhe rendeu o título de “cidade industrial”.

Nas últimas duas décadas, Várzea Grande apresentou um crescimento populacional de 36,16%, fruto da expansão da cidade e da atração de novos moradores. É o caso do biólogo Helder Cintra de Freitas, que se fixou em Várzea Grande há 15 anos e considera o lugar de maior calor humano e onde fez mais amigos por onde já passou. Nascido em Bauru, no interior de São Paulo, e ex-morador de Florianópolis (SC) e de Cuiabá, hoje ele trabalha no posto do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) localizado no bairro Ipase, em Várzea Grande, e percorre a cidade toda de bicicleta.

Helder mora em um condomínio localizado no bairro 23 de Setembro e, por onde passa, se depara com pessoas conhecidas e com quem cultivou relação de amizade. Com sua bicicleta em estilo “retrô”, também chama a atenção e conhece novas pessoas. Foi pedalando por Várzea Grande que conseguiu perder 16 quilos nos últimos 3 meses e meio, em busca de mais saúde, após descobrir um problema nos joelhos -agravado pelo sobrepeso. “Gosto daqui porque tenho muitos amigos e o trânsito é melhor (em relação a Cuiabá). Resolvo tudo aqui e faço tudo de bicicleta. Esse calor humano não existe em nenhum outro lugar”, afirma.

A oportunidade de trabalho foi o que levou a vendedora Geny Pereira de Alencar para Várzea Grande, ainda na década de 1970. Originária de Paraíso, um distrito de Poxoréu (270 km ao sul da Capital), há 13 anos possui uma barraca de água de coco e venda de títulos de capitalização em frente a um banco na avenida Couto Magalhães, no Centro. Conta que chegou a morar 10 anos em Peixoto de Azevedo, no interior do estado, mas as coisas não deram certo e resolveu voltar para Várzea Grande por ter mais oportunidade para trabalhar.

Geny relembra que foi em Várzea Grande que se casou, educou os filhos e hoje vive com uma neta, de 28 anos, no bairro Costa Verde. Acompanhou o desenvolvimento e crescimento da cidade, desde quando a avenida Couto Magalhães era a única rua asfaltada. Por outro lado, a vendedora considera que Várzea Grande perdeu a vocação de cidade industrial. “Esse era um ponto positivo, pois favorecia a geração de emprego”, destaca.

Para a vendedora, seria importante a atração de mais indústrias, para que a cidade continuasse fazendo jus ao antigo apelido.

A busca por trabalho foi o que atraiu o mineiro Domingos Pereira Cardoso para Várzea Grande, há 38 anos. Taxista, ele trabalha há 25 anos no mesmo ponto, localizado na Praça Aquidaban, no Centro. Brinca que demorou um ano apenas para aprender a falar o nome da praça onde está fixado. Antigo funcionário do comércio e ex-garimpeiro, o taxista conta que na cidade teve boas oportunidades de trabalho e, apesar de uma pequena redução no movimento em função da crise, comenta que não fica sem clientes e que hoje consegue trabalhar em horário comercial e descansar aos finais de semana.

Com orgulho dos milhares de ex-alunos que conheceu ao longo da trajetória profissional, toda ela desempenhada em Várzea Grande, o professor aposentado Hélio Maluf comenta que gosta muito de viver na cidade. Fala com carinho da cidade onde teve oportunidade de se casar e criar os 3 filhos. Se orgulha em dizer que por onde anda encontra pessoas para quem lecionou e que hoje são advogados, médicos e dentistas.

Ex-professor de matemática da rede estadual de ensino, Hélio é reconhecido em todo lugar por onde passa na cidade e destaca que é sempre “uma festa” rever os antigos alunos.

O aposentado foi morar em Várzea Grande em 1972, vindo do interior de São Paulo. Na época, o objetivo era concluir sua primeira graduação, em Engenharia Civil, cursada na Universidade Federal de Mato Grosso. Depois, na mesma instituição, cursou Matemática, profissão que exerceu por 40 anos e que, mesmo aposentado, ainda desempenha, como voluntário em cursinhos comunitários da cidade. Morador do Centro, gosta de caminhar e vai à praça próxima a sua casa quase todos os dias pela manhã. Lembra que viu a cidade crescer e se desenvolver. “Antes, aqui (Centro) era tudo estrada de chão. A Couto (Magalhães) era a única rua asfaltada”, recorda.

Chance para todos: A oportunidade para os negócios também é uma característica de Várzea Grande apontada pelos comerciantes que atuam na cidade. Proprietário de uma tradicional farmácia localizada no Centro, Miguel da Costa Travassos conta que chegou ao município com pouco dinheiro, depois de passar por Curitiba (PR) e por Cuiabá, e ali conseguiu construir tudo o que tem hoje. Com uma vida estabilizada, o empresário atribui a Várzea Grande a chance de ter sua casa, uma propriedade rural e alguns imóveis para aluguel, que reforçam o orçamento da família juntamente com os ganhos da farmácia.

“Para quem gosta de trabalhar, aqui é um lugar bom para ganhar dinheiro”, afirma o empresário, que tem uma relação quase que de amizade com os clientes, alguns há mais de 20 anos. “Tenho a farmácia há 32 anos, no mesmo ponto. Daqui eu tirei tudo o que tenho. Não posso reclamar de Várzea Grande. É uma cidade hospedeira e que acolhe bem todo mundo”, avalia, sem deixar de apontar que existem problemas, mas que hoje a cidade oferece todos os tipos de serviços - públicos e privados - e que não é mais preciso se deslocar para Cuiabá para resolver as coisas, como acontecia no passado.

A chance para novos negócios foi o que fez o ex-gerente Luiz Carlos Biberg ousar a abrir uma loja de móveis para escritório em Várzea Grande, há cerca de um ano. Conta que utilizou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) da época em que trabalhava como empregado e, junto com um sócio, ingressou na atividade. A primeira loja foi instalada na rua Fenelon Müller, no Centro. E com o desenvolvimento do negócio, há duas semanas mudou para a avenida Couto Magalhães, uma das principais da cidade, em função da localização e para estar mais próximo dos clientes. “Aqui (na cidade) já conheço as pessoas, tenho contatos, Nas últimas duas décadas, crescimento populacional foi de 36,16% e município ganhou vida própria.

Por: Anelize Moreno - Jornal A Gazeta