Mais de 10 mil crianças são vacinadas contra sarampo e poliomielite em Várzea Grande

Prevenção à Saúde
Mais de 10 mil crianças são vacinadas contra sarampo e poliomielite em Várzea Grande

A meta é vacinar 16 mil crianças


20/08/2018    330

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande (SMS), promoveu neste sábado, 18, o Dia D da Campanha Nacional de vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite. De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Várzea Grande, foram vacinadas desde o início da campanha ate o Dia D, 10.065 crianças, de uma meta de vacinar 16 mil crianças. Todas as unidades de saúde se mobilizaram e atenderam a população das 8hs às 17 hs, que somente neste dia D- sábado foram vacinadas mais de 4 mil crianças.

A Campanha Nacional promovida pelo Ministério da Saúde segue até o dia 31 desse mês. A prefeita Lucimar Campos e o secretário Municipal de Saúde Diógenes Marcondes, prestigiaram o ato de abertura dos trabalhos para o dia D, na policlínica do Cristo Rei, em Várzea Grande.  A Gestora municipal aproveitou a oportunidade para conferir a estrutura e o funcionamento de algumas unidades de saúde da região.

“Essas campanhas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população. A vacina é uma maneira eficaz de prevenir a doença. Neste ano a Saúde adotou novas estratégias de trabalho para a vacina chegar a todas as nossas crianças. Todos os servidores da Saúde estão empenhados em cumprir a meta de vacinar 100% do público alvo da campanha. E neste dia D, percebo que os pais estão mais atentos com os alertas dados de que por exemplo o sarampo é um risco, e que a doença voltou , pela falta da prevenção, ou por ter deixado de vacinar. Todas as unidades e centros de saúde estão preparados especialmente para receber essa camada da população para vacinar”, disse a prefeita.

A responsável técnica pelo setor de Imunização do município, Paloma Campos, falou da importância de manter o calendário vacinal em dias. “Com a campanha de vacinação contra sarampo e pólio, também estamos incentivando os adultos a atualizarem seus calendários vacinais. Por isso, basta levar a caderneta de vacinação ao posto de saúde mais próximo de sua casa e, caso haja vacinas em atraso, as doses serão administradas”, enfatizou a enfermeira.

A funcionária pública, Gislaine André Campos, aproveitou o primeiro horário para levar o filho Davi, de 01 de idade para vacinar e falou da importância de manter a vacina em dia. “Me preocupo muito com essas questões, prevenção é sempre a melhor medida. Eu acredito que se hoje em dia a gente já não vê doenças como essa por ai é justamente por que estamos nos cuidando e cuidando das nossas crianças” disse a mãe do pequeno Davi.

O secretario, Diógenes Marcondes, falou da participação da população para que o município possa atingir a meta e imunizar todas as crianças.“A participação dos pais para que possamos deixar 100% das nossas crianças fora do risco de doenças, é imprescindível. A saúde publica precisa que a população faça seu papel, levando o publico alvo até os postos de vacinação e principalmente mantendo em dia o calendário vacinal de cada criança”, disse. Além disso, as unidades de saúde também podem ser procuradas durante a semana.

Diógenes Marcondes ainda fez alerta, de que o Ministério da Saúde detectou a volta de doenças que são imunes pela vacina, vez que os pais estão deixando de levar os filhos para receberem doses de vacinas que previnem doenças que podem levar à morte.

“Temos notado que muitos pais não só em Várzea Grande, mas em todo o Brasil, estão deixando de vacinar seus filhos. Com isso, doenças que estavam praticamente extintas, como é o caso do sarampo, estão reaparecendo”, enfatizou. “Além do Dia D, estamos promovendo ações de reforço para a campanha, como por exemplo em escolas, creches ou em locais de maior acesso aos moradores, tudo isso com o apoio dos agentes de saúde que promovem a vinda da população para esses pontos estratégicos. Além disso, todas as 19 unidades de saúde do município também podem ser procuradas durante a semana.”, acrescentou o secretário de Saúde.

Poliomielite: A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia.

Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A doença permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão, com registro de 12 casos. Nenhum confirmado nas Américas. Como resultado da intensificação das campanhas de vacinação, no Brasil não há circulação de poliovírus selvagem (da poliomielite) desde 1990.

A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente– VOP (gotinha). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio.

 Sarampo:Transmitido por secreções das vias respiratórias como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse, o período de incubação do sarampo, ou seja, o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele.

Além de ser uma doença potencialmente grave, em gestantes, o sarampo pode provocar aborto ou parto prematuro. O diagnóstico é feito através de exames clínicos e, quando necessário, confirmado por exame de sangue. O tratamento, por ser uma doença autolimitada, é sintomático, isto é, visa ao alívio dos sintomas.

O paciente com sarampo deve fazer repouso, ingerir bastante líquido, comer alimentos leves, limpar os olhos com água morna e tomar antitérmicos para baixar a febre. Em alguns casos, há necessidade de tratamento para o aumento de imunidade.

A vacina anti-sarampo é eficaz em aproximadamente 97% dos casos. A recomendação das autoridades de saúde é não se descuidar do programa de vacinação. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave. Em caso de dúvida é melhor procurar um centro de vacinação.

 

Por: Letícia Kathucia - Secom/VG