"Amigas Empreendedoras" gera resultados positivos no empoderamento da mulher

Empreendedorismo
"Amigas Empreendedoras" gera resultados positivos no empoderamento da mulher

O projeto estimula a mulher a se capacitar para empreender


28/08/2018    222

As tardes das segundas-feiras das mulheres do bairro 7 de Maio,  já não são as mesmas, com o projeto social - ‘Amigas Empreendedoras’ -  da Secretaria de Assistência Social. O projeto representa a vontade que muitas mulheres têm de se envolver mais no mercado e aprender novas habilidades com o ‘Amigas Empreendedoras’. Sendo assim, iniciativas como esta da Assistência Social têm contribuído para que muitas mulheres aprendam sobre um determinado ofício, o que o tornam mais seguras para inovar e se capacitar, daí então entrar para o mercado de trabalho.

 No bairro 7 de Maio centenas de mulheres estão sendo  empoderadas nestes 3 anos de execução do projeto nas comunidades de Várzea Grande. A capacitação profissional já totaliza cerca de 3 mil mulheres capacitadas que contribuem positivamente no incremento da renda doméstica familiar.

Participante assídua do projeto social, dona Vera Lúcia Barbosa Almeida, moradora do bairro 7 de Maio, potencializou sua vida pessoal e profissional com o aprendizado das oficinas, com isso,  já abriu seu negócio próprio e sobrevive da venda de sua produção própria de seus artesanatos de crochê, tricô, ponto cruz, bordado em chinelo, pet aplique, entre outros que acrescentaram conhecimento profissional é hoje é se tornou um negócio vantajoso.

“Esses cursos mudaram minha expectativa de vida, pois quando iniciou o projeto estava em uma depressão profunda por conta da morte de meu filho.  As oficinas contribuíram para que eu  saísse deste quadro doentio e me tornasse uma empreendedora com negócio próprio. O projeto me deu vida, ânimo, força, longevidade e um bom retorno financeiro. Hoje aprendi lidar com a dor e me sinto uma pessoa útil e criativa com minha produção. Abri minha loja e vendo muito bem meus produtos e continuo participando de todas oficinas que acontecem no bairro. A  cada semestre me especializo em uma área, graças a esse projeto e a prefeita Lucimar Sacre de Campos que sempre desenvolve políticas públicas em favor das mulheres fragilizadas economicamente”, relatou dona Vera.

A jovem Cássia Neves, 30 anos, disse que antes do projeto social era apenas uma dona do lar ociosa, que vivia sem muita expectativa de futuro. “Com projeto me tornei uma excelente profissional, inclusive tenho ponto de venda de meus produtos em Acorizal. Produzo tapetes, crochê e bordado em chinelo. As peças são bem requintadas e se tornaram conhecidas.Recebo muitas encomendas, as vezes até dispenso encomendas por não ter tempo hábil para tanta encomenda. Meu esposo é motorista e agradece muito ao projeto, pois só ele era o provedor do lar, e com cursos me tornei uma parceria financeira também para investimentos nas despesas de nossa família. O que eu acho bom é poder trabalhar em casa, ganho meu dinheiro sem precisar afastar de meu lar e do meu filho de 3 anos de idade. Esse projeto representa vida abundante e prosperidade para as famílias várzea-grandenses”, agradeceu.

Já a  moradora do bairro Capão do Pequi, Gonçalina Alves de Arruda, 41 anos, mãe de dois filhos, disse que a capacitação a tornou em uma mulher empoderada, por poder contribuir com a ampliação da renda da família, que antes só seu esposo que é pescador  sustentava a casa.

“Desde a implantação do projeto participo de todas as oficinas e com isso tornei uma produtora de tapetes. Nossa vida hoje é outra, a minha produção incrementou a renda e até a tão sonhada reforma da minha casa conseguimos fazer. Meu sonho era ampliar minha casa e com os conhecimentos e minha produção realizei este sonho antigo. Esse projeto transforma sonhos em realidade. Agradeço ao empenho da Administração Pública em garantir bem estar as famílias do nosso bairro”, falou Gonçalina.

A secretária de Assistência Social, Flávia Omar destacou que o projeto “Amigas empreendedoras” visa oferecer cursos que possam favorecer a inserção das mulheres no mercado de trabalho, seja por meio de emprego formal, do empreendedorismo ou de empreendimentos da economia solidária além de potencializar a função protetiva das famílias e a conquista de autonomia de seus usuários. “Ser agente social na comunidade é outro objetivo das integrantes do projeto que  visa maior integração entre as moradoras da Região que passam a conhecer a Rede Socioassistencial existente no território em que residem”.

A coordenadora do Projeto “Amigas Empreendedoras”,  Bernardete Miranda, disse que além das oficinas técnicas profissionalizantes as participantes recebem orientação para formação de micro empreendedor, formação continuada mensalmente com tema diferenciado visando o empoderamento das participantes, além de realização de feira mensal em cada bairro e/ou grupo, com os produtos confeccionados pelas participantes. A renda  dos produtos é revertida para a aquisição de materiais de insumos na produção.

“As participantes do projeto tem todo um aparato social com roda de conversa, palestra educativa com temáticas relacionadas à  saúde, educação, meio ambiente, INSS, entre outros -, vivenciam experiências que contribuem para estabelecimento e fortalecimento de vínculos familiar e comunitário. Com o projeto fomentamos a política pública de fortalecimento do vínculo familiar e comunitário, acesso da família e seus integrantes aos direitos sociais, inclusão no mercado de trabalho, melhoria na qualidade de vida e fortalecimento da  ação solidária”, sublinhou Bernadete.

As oficinas profissionalizantes são realizadas uma vez por semana em cada bairro, com uma carga horária de 3h/dia, 12h/mês, totalizando no final da etapa aproximadamente 48h de qualificação profissional. Ao todo, existem 72 grupos em quatro regiões - norte, sul, leste e oeste - cada grupo com aproximadamente 25 integrantes. A duração da oficina é de 4 meses. Os cursos são na modalidade de crochê; pintura em tecidos; cabeleireiro; bordado em chinelo; artesanatos diversos e MDF; bordados diversos - ponto cruz, ponto russo e vagonite – manicure e confeitaria.

Por: Cláudia Joséh - Secom/VG