Alunos especiais recebem atendimento especializado na Rede Pública de Várzea Grande

Educação Inclusiva
Alunos especiais recebem atendimento especializado na Rede Pública de Várzea Grande

O cronograma de atendimento é feito individualizado e/ou em dupla, duas vezes por semana, no contraturno escolar, com duração aproximada de 2 horas. 


12/09/2018    59

Alunos diagnosticados com distúrbio auditivo recebem atendimento especializado na Rede Pública Municipal de Várzea Grande, por meio de profissionais especializados na área. O Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão “João Ribeiro Filho” vem intensificando o acompanhamento dos alunos matriculados na Rede Pública que apresentam essa necessidade especial com o projeto-piloto. O cronograma de atendimento é feito individualizado e/ou em dupla, duas vezes por semana, no contraturno escolar, com duração aproximada de 2 horas. 

De acordo com a coordenadora Marileth Neves da Cruz Berto, o objetivo do atendimento especializado é promover o ensino da Linguagem Brasileira de Sinais - Libras, como L1 e Língua Portuguesa, como L2,  para estudantes com deficiência auditiva no processo de alfabetização, desenvolvendo atividades de leitura e escrita que consideram os vários níveis e necessidades de cada um, contribuindo assim  para o desenvolvimento cognitivo, psicológico e social dos estudantes.O acompanhamento é feito por uma especialista em estudo de linguagem, doutora Sebastiana Almeida Souza.

Segundo a especialista Sebastiana Almeida, os alunos que apresentam distúrbios em diversos níveis de deficiência auditiva são atendidos duas vezes por semana. A consulta é feita com acompanhamento dos pais e/ou responsáveis. Os casos são recorrentes em sua maioria na faixa de 5 a 6 anos que é o início do processo de alfabetização na Educação Infantil. “Por causa de suas necessidades especiais, sem um atendimento diferenciado, esses alunos podem ser prejudicados durante o processo de alfabetização e desenvolvimento cognitivo. Na parte pedagógica, nós não ensinamos gestos, os gestos naturais são aceitos como conhecimento prévio da criança, mas no aprendizado da alfabetização, o aluno precisa aprender o método da Libras que é uma linguagem reconhecida mundialmente”, frisou.

O atendimento da especialista também vai se estender aos professores, coordenadores, gestores e Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado  – TDEE, referente à metodologia desenvolvida no ensino da Libras, como L1 e da Língua Portuguesa, como L2, afim de que possam dar sequência em sala de aula, além de levar as orientações sobre o método da Libras aos familiares dos estudantes com a deficiência auditiva para assegurar o suporte e a continuidade do treinamento da linguagem no âmbito familiar e comunitário.

O secretário Silvio Fidelis destacou que a Língua Brasileira de Sinais – Libras é considerada meio legal de comunicação e expressão e o Decreto que discorre sobre o ensino da Língua Portuguesa a reconhece como segunda língua para pessoas com surdez. “Foi baseado na legislação vigente e considerando os estudantes com surdez matriculados na rede municipal que instituímos um atendimento específico voltado a eles, desenvolvendo atividades pedagógicas contemplando as duas línguas, que  são necessárias para comunicação, pois vivemos no mundo com um volume expressivo de informações de todos os níveis, necessitando assim de sujeitos conectados tecnologicamente. O atendimento educacional especializado no contraturno é direito de todos os alunos sendo desenvolvido pelos professores especializados, com o objetivo de eliminar as barreiras e impedimentos socioculturais a que esses alunos estão sujeitos no dia a dia em ambiência escolar e comunitária”,  explicou.

A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, por meio do Centro “João Ribeiro Filho” vai promover também uma formação específica e treinamento para gestores, coordenadores, professores e TDEs em Libras para atender especificamente os estudantes com deficiência auditiva, garantindo assim a inclusão social, a humanização e o melhoramento da aprendizagem pedagógica dos alunos da Rede Pública de Várzea Grande.

Por: Da Redação - Secom/VG