Várzea Grande garante acolhimento para gestantes no projeto Laços Maternos

Fortalecimento de Vínculo Familiar
Várzea Grande garante acolhimento para gestantes no projeto Laços Maternos

O projeto já atendeu 900 gestantes


03/12/2018    273

Com a finalidade de atender mulheres gestantes que necessitam de cuidado e atenção na modalidade de auxílio natalidade, proporcionando fortalecimento da convivência familiar e comunitária, a Secretaria de Assistência Social encerra a 7ª edição do projeto “Laços Maternos”, com cerca de 900 gestantes assistidas, totalizando 1025 exames de rotina e 480 de imagens. O projeto é promovido em 48 bairros e neste semestre atendeu mais 182 gestantes e/ou mães acompanhadas em proteção socioassistencial, saúde e qualificação profissional. A solenidade de encerramento foi realizada no auditório da Fábrica Marajá, na última sexta-feira (30).

O projeto tem intuito de promover acolhimento e apoio às gestantes facilitando o entendimento de suas transformações, buscando trazer para um maior nível de consciência e maturidade o que se passa dentro e fora do seu corpo, envolvendo o emocional, o físico e o social. O projeto “Laços Maternos” é desenvolvido desde maio de 2015 e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde.

A coordenadora do projeto, Eva Rodrigues disse que "Laços Maternos" têm por finalidade o fortalecimento afetivo entre mãe e filho durante a gestação e pós-nascimento do bebê. “Cada unidade oferece 20 vagas por polo que tem duração de quatro meses. São oficinas de confecção do enxoval do bebê desenvolvidas semanalmente somadas às atividades socioeducativas, palestras e artesanais com as mulheres. Sempre que um bebê está sendo gerado, uma mãe também está se desenvolvendo, se preparando para nascimento. Esta “dupla gestação” é fundamental para a formação de um vínculo afetivo saudável entre a mãe e o bebê”.

A secretária de Assistência Social, Flávia Omar reforçou que o projeto “Laços Maternos” promove ações multiprofissionais, preventivas e educativas às gestantes do município, a fim de melhorar a saúde, bem estar e qualidade de vida das participantes e, consequentemente, dos seus bebês. O trabalho oferece às gestantes recursos subjetivos e o auxílio prático que se fizer necessário, para que possam realizar de forma mais harmônica a tarefa de ser mãe. Todos os artesanatos do kit confeccionado sob a orientação da equipe técnica são realizados pelas próprias gestantes cada uma dedicando seu amor pelo seu bebê no preparo do seu enxoval.

“Nos encontros que são realizados semanalmente são abordados assuntos ligados à importância do pré-natal, cuidados na alimentação, parto normal/humanizado, sustentabilidade familiar, relações de afeto e vários outros temas, além de atividades artesanais, orientações relacionadas à saúde da gestante e do bebê e também estimula a convivência em grupo”, completou Flávia.

A Secretaria Municipal de Saúde através das unidades de saúde inscreve a gestante no projeto e também colabora destinando seus profissionais para rodas de conversa com as gestantes. Fonoaudiólogo, Médico, Enfermeiros, Dentista, Fisioterapeuta, Educador Físico, Nutricionista e Assistente Social trabalham temas como: Importância do Pré Natal; Aspectos emocionais na gravidez; Saúde Bucal do Bebê; Vacinação e Teste do Pezinho; Desenvolvimento Fetal; Amamentação; Direitos Sociais da Gestante entre outros.

“Quando a gestante é inscrita no projeto, ela participa dos encontros onde é acolhida e orientada. Ao final da gestação recebe um KIT contendo roupas para o bebê, fraldas descartáveis, uma bolsa personalizada e todo o artesanato produzido por ela mesma durante as atividades”, completou a coordenadora do projeto.

Para participar do projeto, as gestantes devem procurar um polo de referência (o mais próximo da sua residência) e apresentar comprovante de endereço e RG. Após esse primeiro processo, será realizada uma análise socioeconômica da família para participação na atividade, que tem como público alvo: gestantes em situação de vulnerabilidade social. O projeto é executado nas Unidades Básicas de Saúde, Policlínicas, Programa de Saúde da Família (PSFs) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). 

Por: Cláudia Joséh - Secom/VG