Saúde desencadeia várias ações no município no combate ao Aedes

Saúde e Prevenção
Saúde desencadeia várias ações no município no combate ao Aedes

Segundo o Sistema de Informações de Notificações e Agravos (Sinan), de 01 de janeiro à 18 de dezembro de 2018, foram registrados 1621 casos notificados de dengue, 89 casos de Zika e 10177 notificações de Chikungunya


18/12/2018    314

Buscando diminuir os casos de notificações de dengue, zika vírus e chikungunya em Várzea Grande, a secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande, por meio da Vigilância em Saúde, vem intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, tanto com a execução de ações nas comunidades como de capacitações junto ao corpo técnico e clínico das unidades de saúde que prestam atendimento a população .

Foi realizado na manhã desta terça-feira, 18, na região do Unipark, uma grande ação envolvendo as secretarias de Saúde, Educação e a Subprefeitura do Cristo Rei, a fim de combater os focos do mosquito Aedes aegypti e conscientizar a população a participar da causa. Além dos 32 agentes, caminhões, tratores para realizarem a limpeza e retirada do lixo na comunidade, também acompanharam as equipes os profissionais das secretarias de Educação, Saúde e Serviços Públicos.  

Segundo o Sistema de Informações de Notificações e Agravos (Sinan), de 01 de janeiro à 18 de dezembro de 2018, foram registrados 1621 casos notificados de dengue, 89 casos de Zika e 10177 notificações de Chikungunya.

Conforme o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) realizado entre os dias 05 a 09 de novembro deste ano, Várzea Grande apresenta índice de infestação predial de 5,2. Em agosto, esse mesmo índice era de 3,9. Com isso toda a prefeitura está se mobilizando e intensificando as ações de combate, fiscalização e conscientização. Os trabalhos continuam sendo realizados de forma intensificada pelos próximos dois meses cujo objetivo é reduzir esse índice.

Um cronograma de trabalho foi definido pela Superintendência em Saúde do Município e pelo Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande. Essas ações vêm sendo executadas desde o início de janeiro, e terão continuidade pelos próximos meses, quando o cronograma passará a ser executados em outras fases, como, por exemplo, o recolhimento do chamado “lixo da dengue” que são entulhos e restos de móveis descartados irregularmente e ações educativas desenvolvidas nas escolas.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde de Várzea Grande, Alysson Gomes, mais de 90% dos casos que deram positivo para larvas do mosquito são em depósitos baixos, ou seja, caixas d’água, cisternas e outros recipientes  improvisados pela população para armazenar água no chão, mas que não são devidamente tampados ou tratados para impedir a proliferação do mosquito.

“O objetivo da Vigilância é alcançar cobertura de 100% dos imóveis de Várzea Grande, a fim de eliminar as larvas já existentes e evitar novos criadouros. Apesar das várias campanhas de conscientização a população tem deixado de participar desse combate. O número de focos tem aumentado principalmente em residências fechadas, onde não conseguimos ter acesso contínuo”, afirma o superintendente. 

O secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, também esteve presente na ação de hoje e voltou a alertar a população. “Precisamos da colaboração de toda a sociedade, sozinhos não conseguimos fazer muito. Além de ser muito importante receber o agente em sua residência e fundamental que o próprio morador cuide do seu quintal e faça as denúncias necessárias caso esteja ciente de algo irregular nas imediações de sua casa”, explica Diógenes.

Dicas de orientação de combate ao Aedes aegypti: A principal dica é redobrar os cuidados com a limpeza de caixas d’água, piscinas, calhas de telhados, pratos de vasos de plantas. É preciso cuidado também com os quintais das casas para não amontoar lixo com sacos plásticos, garrafas, pneus ou qualquer outro objeto que possa acumular água da chuva.

O alerta vale, inclusive, para as pessoas que vão viajar e deixar os imóveis fechados nesse período de final de ano. Isso porque, qualquer recipiente com água, mesmo que em pequena quantidade, pode virar um criadouro do Aedes aegypti. Os ovos do mosquito Aedes permanecem vivos por cerca de um ano sem água e basta apenas um contato com umidade para que as larvas apareçam. O ideal é que o morador faça uma vistoria no seu imóvel e nas redondezas do mesmo, ao menos uma vez por semana.

“Se cada cidadão fizer a sua parte, evitando água parada e descoberta em locais que possam servir de criadouros de mosquito, juntos estaremos fazendo um grande mutirão semanal de limpeza em todo o município”, ressaltou Alysson. 

Tampar os grandes depósitos de água, cobrir piscinas, manter os ambientes limpos removendo o lixo e limpar com bucha as laterais e bordas de recipientes com água, como os vasos de planta, são medidas simples que evitam a proliferação do mosquito transmissor dessas três doenças que podem até matar.

O superintendente faz um alerta para um grande problema que é a automedicação. A dengue, a zika vírus e a chikungunya, apresentam sintomas bastante parecidos, o ideal é que o paciente que apresentar qualquer um dos sintomas, procure imediatamente atendimento médico, para que seja feita a descrição e o tratamento correto da doença, evitando que o quadro se agrave.

Capacitação no Hospital e Pronto Socorro: Servidores do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSM-VG), participaram na última semana de uma capacitação sobre chikungunya: prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância de casos. Ministrado pelo Infectologista Thiago Rodrigues, o curso foi destinado aos médicos e enfermeiros da unidade de saúde, sob a organização da Vigilância Sanitária de Várzea Grande e a coordenação da Educação Permanente do HPSM-VG. O objetivo é de orientar os profissionais e falar a respeito de uma doença introduzida recentemente no país, que é a chikungunya.

“É importante que os profissionais desenvolvam competências para realizar a atenção à saúde da população. As doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, dengue, chikungunya e o zika vírus causam sintomas parecidos, como febre e dores no corpo, porém devem ser tratadas de formas diferentes, por isso é muito importante que o profissional saiba fazer o diagnóstico correto das doenças,” afirma a gerente da Vigilância Epidemiológica de Várzea Grande, Relva Cristina.

Os médicos e enfermeiros do HPSM-VG receberam as orientações para cumprir o protocolo correto e notificar a secretaria municipal de Saúde (SMS-VG) sobre os diagnósticos. “É uma forma de otimizar o trabalho da nossa unidade, o diagnóstico precoce ajudar a prevenir novos casos, além disso, faz ainda com que o paciente seja tratado de forma correta, o que evita que a doença se agrave pelo uso de medicamentos incorretos que é um grande problema.” disse o diretor do HPSM-VG, Sebastião Ney Provenzano.

A gerente da Vigilância Epidemiológica lembra que a forma mais eficaz de combater as arboviroses é a prevenção. “Algumas ações como não deixar reservatórios de água destampados, limpar frequentemente as calhas das casas, não deixar acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins, são medidas de suma importância que a população pode tomar que evita a proliferação do mosquito”, afirma.

O secretário municipal de Saúde, Diógenes Marcondes, pontua o esforço da gestão em estar sempre capacitando seus servidores, elevando o escala de qualidade no atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). “Todo profissional cresce com cada capacitação que faz, é importante essa visão que a Prefeitura está tendo de treinar e ampliar o conhecimento da equipe para que o servidor esteja mais preparado para diagnosticar, tratar e combater com eficiência os casos de arboviroses,” diz Diógenes.

Sintomas de cada doença: Dengue: A infecção por dengue pode ser assintomática (quando não apresenta sintomas), leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Zika Vírus: Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês.

Chikungunya: Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito.

Por: Letícia Kathucia - Secom/VG