Promoção da Igualdade Racial nas Políticas Públicas de Saúde em Várzea Grande

Saúde e Prevenção
Promoção da Igualdade Racial nas Políticas Públicas de Saúde em Várzea Grande

Profissionais da saúde são capacitados para atendimento especial a população negra


11/04/2019    325

A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande promoveu, nesta quinta-feira, 11, a 1º Oficina Municipal sobre a Saúde da População Negra. O evento foi realizado Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG). A oficina está sendo coordenada pela Superintendência de Assuntos Estratégicos da Saúde e pelo Conselho Municipal de Igualdade Racial de Várzea Grande e tem a finalidade de pactuar ações de saúde para implantação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

A frente dos assuntos estratégicos da rede, Geovane Renfro explica que a população negra representa 54% dos brasileiros e detém indicadores que demonstram situações de vulnerabilidade no que diz respeito às doenças crônicas e infecciosas. As atividades fazem parte das ações necessárias para implantação e o desenvolvimento, da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra do Ministério da Saúde (MS), na esfera da gestão do município de Várzea Grande e das políticas públicas definidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Essa é apenas a 1º oficina e o primeiro passo, de oito que serão realizadas, cujo objetivo é o de recuperar e promover à saúde pública a esse grupo considerando as desigualdades que acometem esta população e o reconhecimento de que as suas condições de vida sociais, culturais e econômicas refletem nas políticas publicas ou falta delas”, explica.

A presidente do Conselho, Tacília Soares da Costa, explicou a importância em se discutir questões que tratam do tema Igualdade Racial, principalmente se tratando de saúde pública. 

“O município de Várzea Grande antes mesmo da criação do Conselho Municipal de Igualdade Racial já vinha trabalhando o tema que agora vamos colocar em prática. Começamos hoje a fazer história para essa população, porque ainda é uma questão muito discutida, mas muito deixado de lado na hora de colocar em prática. O que queremos agora é ampliar as discussões por meio de capacitação dos servidores da saúde, refletindo assim numa qualidade de vida e de saúde para essa população”, garante a presidente.

Nesta primeira reunião vários servidores da rede estão sendo capacitados para abordar o tema, e educação permanente esclarecerá aos servidores sobre as propostas da Política de Saúde Integral da População Negra (PSIPN).  Em seguida promoverá os cuidados integrais da saúde da população negra em todas as unidades da rede, de acordo com a capacidade técnica, estrutural e de insumos da Saúde. 

A 3º fase deve intensificar as ações de triagem neonatal biológica (teste de pezinho) para que o exame aconteça entre o 3º e 5º dia de vida do bebê. A 4º etapa irá monitorar os casos de diagnósticos tardios (de doenças falciformes) visando garantir o acesso ao tratamento especializado na rede de referência.

A 5º fase deverá estabelecer a contra referência para os casos encaminhados ao Hospital Júlio Muller ou ao MT Hemocentro. Na 6º fase ocorrerá a implementação das ações de atenção à saúde dos adolescentes de acordo com as diretrizes da PSIPN. A penúltima fase promoverá os cuidados específicos para  gestantes com doenças falciformes durante o pré-natal (ex: realização do exame eletroforese de hemoglobina conforme protocolo clínico), parto e puerpério. E para finalizar, as ações realizadas serão acompanhadas pelas equipes da unidade prisional do capão, voltadas às especificidades do homem negro.

Por: Letícia Kathucia - Secom/VG