Saúde aplica 24,04% dos investimentos que demonstram eficiência de gestão e produtividade

2º Quadrimestre
Saúde aplica 24,04% dos investimentos que demonstram eficiência de gestão e produtividade

Os investimentos avançaram nas atenções secundária e terciária


02/10/2019    211

O ganho em produtividade superou o avanço na gestão de recursos na saúde pública de Várzea Grande. A eficiência na aplicação e na condução dos gastos voltados ao gerenciamento da atenção básica, atenção secundária, atenção terciária, assistência farmacêutica e as ações em vigilância em saúde e sanitária, fizeram com que a oferta de atendimento se aproximasse mais da real necessidade da população. No balanço financeiro apresentado pela Gestão Fazendária, também referente ao segundo quadrimestre deste ano, as cifras aplicadas na saúde representam 24,04% da receita corrente líquida, valor que supera em 9,05 pontos percentuais quando a Lei determina aplicação de 15%.

Em cifras, Várzea Grande aplicou 11,67% mais recursos nesse segundo quadrimestre, frente igual momento do ano passado. Os atendimentos na atenção secundária e na terciária, por exemplo, avançaram 12,79% e 19%, respectivamente.

Os dados integram o balanço do 2º Quadrimestre desse ano e reúnem todos os procedimentos, despesas e receitas da Pasta de maio a agosto. A apresentação foi realizada no auditório da Câmara Municipal, no dia 30 de setembro e reuniu servidores, membros do Conselho Municipal de Saúde e população em geral. Conforme a assessoria de Planejamento da secretaria, a prefeitura investiu R$ 53,91 milhões no segundo quadrimestre desse ano, durante os meses de maio, junho, julho e agosto, cifras que superam em 11,67% o aplicado em igual momento do ano passado, R$ 48,28 milhões.

Como explica o secretário de Saúde, Diógenes Marcondes, as duas UPAS têm dado um suporte imenso à saúde pública municipal, atendendo a uma demanda reprimida e ampliando o acesso aos atendimentos. "No Sistema Único de Saúde, o SUS, a demanda sempre será maior que oferta. O que fazemos diariamente, e dentro de um planejamento estratégico de longo alcance também, é se aproximar ao máximo de um ponto de equilíbrio, o que não é fácil. O único modo de se aproximar desse ponto de equilíbrio é ir ao encontro da demanda, ou seja, investir de forma racional, planejada e otimizada. Por isso, conseguimos aumentar nossa oferta de serviços acima dos valores aplicados, pois toda uma rede de serviços e de unidades foi criada para atender ao várzea-grandense. Fora isso, nossa preocupação está totalmente voltada ao nosso capital social, que é quem faz a diferença. Hoje temos recursos, estrutura, pessoal, insumos, medicamentos e por isso estamos cada vez mais indo ao encontro da demanda, mesmo que o ponto de equilíbrio não seja uma tarefa fácil, porém de muito planejamento".

Do total do período, o Município foi o que mais investiu na saúde pública local, R$ 24 milhões, ante R$ 23,43 milhões em igual acumulado de 2018. O Estado ampliou sua participação ao repassar R$ 15,31 milhões contra R$ 6,74 milhões no mesmo acumulado do ano passado. Já a União reduziu sua parcela de R$ 17,75 milhões para atuais R$ 14,59 milhões. Conforme o orçamento anual para 2019, a prefeitura tem R$ 163 milhões para investimentos na área até o final do exercício.

Chama à atenção o peso que as duas unidades da UPA – Ipase e do Cristo Rei – vem agregando ao atendimento de saúde. Juntas, elas já somam mais de 75,47 mil acolhimentos. A unidade do Ipase somou 49.892 atendimentos e a do Cristo Rei – inaugurada em maio – já contabilizou 25.585 atendimentos. “Quando dizemos que as unidades têm papel fundamental no atendimento à população, os números comprovam. Cerca de 80% dos atendimentos no Ipase e 77% dos realizados no Cristo Rei atendem ao protocolo da atenção básica, ou seja, poderiam ter sido resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde, mas sabemos que as pessoas trabalham o dia inteiro e acabam optando pelo pronto-atendimento das UPAS e pelo nível de resolutividade que eles ofertam. As UPAS, sem dúvida alguma, são aliadas na busca do ponto de equilíbrio”, defende o secretário Diógenes.

Em julho, com a inauguração da Unidade Básica de Saúde instalada no bairro Parque Flor do Ipê – sob uma região de inflência de 10 bairros dentro do Grande Cristo Rei – a cobertura no atendimento de saúde na cidade passou de 44% para 46%. Conforme o secretário, a meta é chegar a 2021 com a 70% de cobertura na Atenção Básica. “Temos de estar em rota com o crescimento da população, indo ao encontro das necessidades. Existem outras cinco UBSs para serem inauguradas até o ano que vem em pontos estratégicos da nossa cidade, onde haja o maior impacto à população”.

ATENDIMENTOS – Na atenção básica – que trata da promoção da saúde, prevenção de agravos, tratamento e de reabilitação – os atendimentos aumentaram 10,45% na comparação entre os segundos quadrimestres (2018/2019), ao passarem de 220 mil para 243 mil, considerando o total de atendimentos médicos, procedimentos e dispensação de medicamentos.

Na atenção secundária – onde estão reunidos atendimentos especializados como os prestados no Centro de Especialidades Médicas, chamado Postão – a expansão soma 12,79% no período, passou de 101.924 para 114.924 nesse segundo semestre.

O volume total de atendimentos realizados no hospital e pronto-socorro aumentou em 19% na comparação quadrimestral. Passou de 27.609 no segundo quadrimestre de 2018 para 32.859 no segundo quadrimestre desse ano. Como explica o secretário da Pasta, mesmo com o reforço das UPAS, o crescimento na demanda do Pronto-Socorro decorre das obras de reforma e ampliação que estão próximas de sua totalidade, bem como dos aportes que permitiram investimentos em equipamentos que otimizam a realização de exames, cirurgias, áreas também impactadas pela contratação de pessoal e ainda pelas reestruturação das empresas prestadoras de serviços e dos contratos”.

Um avanço que o secretário fez questão de compartilhar durante a apresentação do relatório foi o volume de partos normais que ascendeu sobre os partos de cesariana. “Foram realizados 353 partos nesse segundo quadrimestre. Na comparação entre os períodos os normais passaram de 149 para 221, graças ao reforço e incentivo à rede Cegonha.

Na assistência farmacêutica e compra de insumos hospitalares, Diógenes destaca a atuação do Município. “Mesmo com um orçamento anual de R$ 3 milhões, já desembolsamos mais de R$ 8,9 milhões no último quadrimestre para fazer frente às necessidades da saúde pública municipal. No primeiro quadrimestre já aplicamos outros R$ 5 milhões. Como disse e repito, temos de estar indo ao encontro da demanda, nos esforçando ao máximo para suprir o atendimento. Por isso os investimentos excedem ao planejado, e assim serão sempre que houver necessidade”.

Outro grande avanço mostrado pela prestação de contas é a saúde bucal, que tem em 2019 o seu grande marco. “Nesse nosso reposicionamento, passamos a ampliar investimentos na saúde bucal. Não ofertávamos nada nessa especialidade e hoje temos um centro especializado, inclusive com serviço ainda mais diferenciado que é o da odontopediatria”. O Centro de Especialidades Odontológicas soma em quatro meses desse ano mais de 38 mil atendimentos. Até 2015 era um serviço que não chegava a 2 mil. Somente no Centro Odontológico são quase 27 mil atendimentos nesse último quadrimestre”, explicou o secretário.

A prestação de contas por meio de audiência pública, na Câmara de Vereadores, segue os ditames legais do artigo 36 da Lei Complementar nº 141/2012, que oportuniza transparência na aplicação de recursos recebidos e gerenciados pela Secretaria. Conforme o secretário municipal de Saúde, Diógenes Marcondes, as audiências, mais do que um rito legal, permitem que a secretaria de Saúde se aproxime e se apresente à comunidade. “Podemos mostrar nosso trabalho, explicar um pouco do funcionamento dos setores e de nossa Rede de serviços e prestar conta dos valores investidos em saúde no município”, destacou o titular da pasta.

Marcondes pontua ainda que o Relatório quadrimestral é uma ferramenta de acompanhamento da gestão das Pastas no Município. “Um dos objetivos é ajudar no planejamento, acompanhamento e redirecionamento dos planos de trabalho das administrações municipais. O documento ainda serve para comprovar a aplicação dos recursos e sua correta destinação”.

Por: Marianna Peres - Secom/VG