Educação promove capacitação em metodologia literária para atender crianças com necessidades educativas especiais

'Conviver para Conhecer'
Educação promove capacitação em metodologia literária para atender crianças com necessidades educativas especiais

Atividades lúdicas e literatura proporcionam a inclusão social e reforçam o papel do professor no processo


27/11/2019    365

Com o objetivo de capacitar os educadores para uma narrativa que preserva os contos clássicos e difunde a representatividade das pessoas com deficiência no ambiente escolar, a Secretária Municipal de Saúde realizou nesta terça-feira (26), a Oficina "Conviver Para Conhecer". O grupo de estudos foi realizado graças a uma parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura de Várzea Grande, que atendeu durante todo o dia em duas turmas, 87 profissionais. Os trabalhos discutem dúvidas, projetos, práticas e metodologias diferentes para o convívio com crianças especiais, além do incentivo à leitura.

O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Silvio Fidelis, disse que parcerias e realizações de projetos como esse resultam na qualidade do atendimento que o município vem proporcionando a seus alunos. "Estamos sempre capacitando nossos servidores, para que, nossos alunos recebam através deles, uma educação precisa e de qualidade, e que na prática os insira nos projetos de inclusão social desenvolvidos pela nossa administração", reforçou Silvio.

Esta capacitação segundo ainda o secretário ressalta o trabalho, na Educação Infantil, com crianças que possuem necessidades educativas especiais. Aponta a importância da literatura infantil como recurso de aprendizagem para essas crianças, assim como, o papel do professor nesse processo. Também se observa as propostas e trabalhos realizados, no sentido de incluir o aluno com necessidades educacionais especiais.

“Não só o livro infantil facilita a inclusão, mas também, todo tipo de recursos como filmes, teatro, músicas, as atividades lúdicas ajudam nesse processo de aprendizagem do aluno. Incluir a criança no ambiente escolar fazendo com que ela se sinta bem relacionada, podendo participar das atividades do grupo, brincar, cantar, dançar, ter contato com livros infantis é o papel do professor, porém alguns professores mencionam que não estão preparados para este processo, daí a capacitação, porque o compromisso do professor em relação à sua classe é o desenvolvimento de seu aluno como um todo, ou seja, nas áreas da coordenação motora, na socialização, no aspecto emocional, em seu raciocínio lógico, enfim, desenvolver e estimular a criança, preparando-a para a vida. As novas técnicas são desenvolvidas, e o professor deve estar preparado também”, afiançou o secretário de educação Silvio Fidelis.

O projeto apresentou aos profissionais um conjunto de livros direcionados a essas crianças. Com histórias que apresentam a realidade deles, trazidas para mundo dos contos de fadas. Os Livros infantis com personagens principais com deficiência, serão entregues às escolas públicas de Várzea Grande.

A coletânea é composta de quatro livros. Neles, são apresentados uma garota surda (Lara Sol, a menina extraordinária), uma cega (Ester, a bailarina), um menino cadeirante (Pedro Valente, o caçador de palavras) e outro com síndrome de down (Davi, o menino trapezista). O livro ‘O Resgate do Reino do Faz de Conta’ é voltado para os educadores e a coleção ficará nas bibliotecas das unidades beneficiadas.

A autora dos livros e pedagoga especialista em educação bilíngue, Kathia Vieira, explica que o objetivo do projeto é propor o cotidiano da vida de uma criança especial, não só para ela mas a todos os profissionais que a rodeiam.

"Nosso projeto nasceu da necessidade de acreditar e investir no ser humano, sabendo que quando há amor os limites não existem e as transformações podem acontecer. E independente da origem, credo, sexo ou condição econômica, bem como da natureza ou gravidade de suas incapacidades, desenvolvemos um trabalho de solidariedade ligado à educação e pedagogia", completa a autora.

Os profissionais que participaram das oficinas atuam no Centro Municipal de Atendimento Especializado e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho, entre professores, monitores, fisioterapeutas, psicólogas, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, pedagoga e assistente social, além dos técnicos da Educação.

Por: Letícia Kathucia - Secom/VG