Projeto ‘Guardando e Defendendo Maria da Penha’ encerra atividades com premiações das melhores redações

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Projeto ‘Guardando e Defendendo Maria da Penha’ encerra atividades com premiações das melhores redações

Os prêmios foram entregues aos alunos das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), Abdala José de Almeida, Gonçalo Domingos de Campos (CAIC), Salvelina Ferreira da Silva, Eunice Cesar de Mello e Líbia da Costa Rondon


28/11/2019    318

Foi durante uma cerimônia cheia de gratificações, que o projeto “Guardando e Defendendo Maria da Penha”, encerrou suas atividades em Várzea Grande em 2019. Durante a solenidade houveram apresentações e premiações, as melhores redações ganharam kits escolares e bicicletas. 

Os prêmios foram entregues aos alunos das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs), Abdala José de Almeida, Gonçalo Domingos de Campos (CAIC), Salvelina Ferreira da Silva, Eunice Cesar de Mello e Líbia da Costa Rondon. Dez alunos de cada uma dessas unidades receberam as premiações, por ordem de classificação. Durante todo o ano de 2019 a ação alcançou cerca de 600 crianças de 4 anos ao 9º ano do ensino fundamental.      

Os trabalhos que fazem parte de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, a Guarda Municipal e a LÍRIOS (Liga de Restruturação das Irmãs Ofendidas no Sentimento – Organização que oferece apoio psicossocial a mulheres em situação de violência), foi finalizado no início dessa semana, no Anexo 2 da Secretaria Municipal de Educação. 

O objetivo do projeto é trabalhar com crianças, adolescentes, profissionais, pais, mães e/ou responsáveis, o fenômeno da violência e suas manifestações, enfatizando temas centrais como: violência contra mulher e familiar, estereótipos, bulling, preconceitos em relação a deficiências físicas ou mentais na comunidade que vivem. 

A subsecretária, Benedita Ponce de Arruda, agradeceu aos parceiros na execução do projeto, que para ela fez e faz a diferença na vida de muitas crianças e de suas famílias. “Combater a violência e introduzir na sociedade meios de evita-la é mais que uma ação social, é uma forma de educar, amar e cuidar. Esse projeto traz esperanças de um futuro melhor, não só para essas crianças, mas para toda a população que poderá contar com futuros cidadãos de bens”, disse.  

De acordo com a Defensora Pública que atua na vara de violência doméstica de Várzea Grande, Tânia Regina de Matos, o objetivo geral é prevenir a violência através da sensibilização das crianças da rede pública de ensino mostrando a importância de se construir relações de igualdade e de respeitar as outras pessoas.

“O projeto propõe sensibilizar acerca da temática e criar mecanismos de identificação e intervenção na realidade dos envolvidos, caso necessário. As ações buscam de forma lúdica incentivar a capacidade dos próprios sujeitos de modificar sua realidade, estimulando a construção de uma cultura de equidade e igualdade, a fim de amenizar os índices de todos os tipos de violências e outras discriminações”, explicou.

“Na escola eu aprendi que até músicas podem agredir a moral e o psicológico das mulheres. Devemos repensar nossas atitudes, não só os homens, mas nós mulheres também devemos respeitar umas às outras. Nós mulheres devemos nos dar o devido respeito, se começarmos por nós mesmas, vamos ensinar aos outros como nos tratar. Aprendi com esse projeto principalmente que ninguém é melhor do que ninguém”, disse durante seu discurso a aluna, Rutiely Santos, representando aos demais estudantes. Ela foi ainda uma das ganhadoras dos prêmios das melhores redações.

Por: Letícia Kathucia - Secom/VG