Assistência Social adota projetos de aprendizagem remota para beneficiar jovens dos programas socioassistenciais

Aulas Virtuais
Assistência Social adota projetos de aprendizagem remota para beneficiar jovens dos programas socioassistenciais

‘Juventude Ativa' e ‘Caderno II' aderiram as atividades remotas em tempo de pandemia


30/06/2020    1055

O desafio em manter crianças e adolescentes ocupados e motivados em tempos de pandemia foi vencido pela secretaria de Promoção Social, de Várzea Grande. Dois grandes projetos municipais reúnem exatamente essa faixa etária: o Caderno II e o Juventude Ativa. Ambos – dentro de suas particularidades – aderiram às atividades remotas, lançando mão do aparato que a tecnologia proporciona. Salas de aula virtual agregam os participantes dos projetos, que unidos pelas redes sociais, seguem integrando os projetos e seguindo o protocolo sanitário de manter o distanciamento e o isolamento social, como forma de resguardar as pessoas do vírus e reduzir a capacidade de transmissão entre os várzea-grandenses.

Como explica a secretária da Pasta, Flávia Omar, os projetos têm como objetivo levar ocupação e estratégicas de convívio coletivo, no contra turno de sala de aula, seja por meio de oficinas, reforço escolar e até mesmo, dando a oportunidade de escolher uma profissão. “No início da pandemia do novo coronavírus, quando recebemos o Decreto que proibia atividades coletivas foi um susto, mas ao mesmo tempo, gerou uma ação coletiva em buscar estratégias para driblarmos esse desafio. Precisávamos manter o vínculo com os participantes e mais que isso, mantê-los fieis aos encontros virtuais”.

Entre as alternativas de maior sucesso entre os participantes está a realização de atividades físicas, por meio de orientação de um profissional, bem como, oficinas que levam novidades artesanais e manuais para estimular o raciocínio lógico e os potenciais de cada um.

“Até a pandemia, acreditávamos que onde nós trabalhamos com adolescentes e acreditávamos que tudo era aprendido pessoalmente, com contato diário. Agora, estamos aqui, todos juntos aprendendo, compartilhando experiências e mais, ampliando nosso próprio conhecimento por meios dos nossos jovens que são experts em redes sociais”, destaca a coordenadora do Caderno II, Cláudia Barros. Como destacou, estar isolado não implica em estar excluído. “Mesmo de longe interagimos, aprendemos e nos entretemos”.

“Estamos dando continuidade ao nosso trabalho através de grupo no WhatsApp com todos os facilitadores e adolescentes. Neste grupo, nós interagimos falando do nosso dia a dia, conversamos sobre diversos assuntos e, principalmente, disponibilizamos o conteúdo de algumas oficinas do projeto. Todos os dias recebemos mensagens carinhosas das crianças pedindo o retorno das atividades, com saudades das oficinas e dos profissionais, e também recebemos alguns vídeos, como resposta dos vídeos que os facilitadores enviam”, completou. As oficinas que estão fazendo mais sucesso entre os participantes são de violão e de ballet, essas estão recebendo maior feedback neste período de isolamento.

No Juventude Ativa o atendimento aos participantes não parou, apenas se adaptou ao novo momento. “Quando fomos orientados a suspender as nossas atividades no grupo, como medida de prevenção ao combate à Covid-19, vieram as dúvidas em relação ao que fazer. Mas com calma e diante do cenário que restringe a convivência, nossos orientadores e facilitadores mantiveram a motivação e continuaram a interagir com os jovens de forma interativa, mesmo que não mais presencial. Os encontros em grupo e oficinas estão sendo realizados via WhatsApp e por meio de vídeos-aulas, informativos e orientações compartilhados nos grupos. Dessa forma, os laços entre orientadores/facilitadores com os participantes seguem fortalecidos, o que é justamente o objetivo do projeto, ampliar e fortificar laços”, explica a coordenadora, Cláudia Barros. Ainda como destacou, a interação tem servido para tratar da situação atual, conscientizando cada participante sobre seu papel no combate à Covid-19.

Os adolescentes inscritos no projeto irão permanecer até o fim do ano e mesmo com atividades remotas, o planejamento de apresentações, para conclusão do ano, segue mantido. “Nos adaptamos e as atividades estão sendo desenvolvidas normalmente e já planejamos as apresentações do nosso encerramento, que sempre é uma grande festa aguardada pelos nossos participantes”, destacou Cláudia Barros.

CADERNO II –  O ‘Centro de Convivência – Caderno II’ é um projeto social com formato inédito no país para proteção de crianças e adolescentes. As atividades ocorrem no contraturno escolar, são 100 participantes por período. As oficinas são de teatro, informática, dança, acompanhamento escolar, arte e comunicação, música, moda e customização, horta, xadrez e práticas esportivas. Hoje adaptado com atividades remotas.

O projeto é um conjunto de ações integradas e focadas na formação humana do adolescente, resgate de valores e a formação da cidadania. Caderno II tem o objetivo de estimular o jovem para o desempenho do seu papel de protagonista na comunidade onde vive e atua, ajudando na construção de um lugar cada vez melhor para se viver. “As intervenções são focadas no estímulo à importância da participação cidadã, incentivo na busca da autonomia da apropriação dos direitos, reconhecimento de deveres e percepção de autoafirmação, enquanto sujeitos ativos e operantes na construção da própria cidadania”, completou a secretária Flávia.

JUVENTUDE ATIVA – Flávia explica que no primeiro semestre de 2020 foram implantados 25 grupos de adolescentes em quatro regiões nas áreas de abrangência dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), cada grupo com aproximadamente 25 integrantes para participarem do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV/Juventude Ativa) com atividades de ações continuadas, sendo dois encontros semanais com duração de 4 horas cada encontro, que nesta época de pandemia, resultou em grupo de conversa pelas redes sociais. As oficinas ofertadas são nas seguintes modalidades: Anjos da Lata (percussão com instrumentos recicláveis), Dança, Esporte, Música, Grafitagem e Pintura em Tela.

O Projeto Juventude Ativa tem por foco o fortalecimento da convivência familiar e comunitária, contribuindo para o retorno ou permanência dos adolescentes na escola, por meio do desenvolvimento de atividades que estimulam a convivência social e a participação cidadã.

O projeto tem como principal interesse retirar o adolescente da ociosidade, pautando-se no desenvolvimento intelectual e cognitivo. O Projeto abriga mensalmente 600 adolescentes em período de contraturno escolar, na faixa etária de 12 a 17 anos e 11 meses.

Por: Marianna Peres - Secom/VG