Equipes da Prefeitura de Várzea Grande alertam população sobre os riscos do descarte irregular de lixo
LIMPEZA PÚBLICA

Equipes da Prefeitura de Várzea Grande alertam população sobre os riscos do descarte irregular de lixo

Servidores das secretarias do Meio Ambiente e de Serviços Públicos percorreram bolsões de lixo no Grande Cristo Rei para buscar alternativas sobre o problema

“A falta de consciência e respeito de algumas pessoas tornam o nosso trabalho desanimador”. A queixa manifestada pelo coordenador da Administração Regional, Aluisio Fernandes Albuquerque de Oliveira, é compartilhada pela equipe da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, que executa a limpeza pública na região que compreende o grande Cristo Rei, onde vários pontos estão sendo usados como depósitos de lixos, comprometendo o aspecto do local, o meio ambiente e se tornando um problema de saúde pública.

Como explica o coordenador da Administração Regional do Cristo Rei, Aluísio Fernandes, várias vias de acesso aos bairros estão sendo usadas como bolsões de entulhos,  ampliando o trabalho da equipe da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, que executa o serviço de limpeza, uma vez que aumenta o tempo previsto para a área de ação, inviabilizando o cronograma definido para outras localidades. “Além disso, o trabalho, muitas das vezes, requer o uso de máquinas pesadas, como trator e caminhão, para a retirada de todo tipo de lixos, que são descartados sem nenhum critério, e o mais agravante, em alguns locais a ação é realizada em áreas consideradas de preservação ambiental”, destacou.

Nesta manhã, o coordenador da Administração Regional e as equipes de Educação Ambiental e de  Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente fizeram uma ‘checagem’ dos pontos onde os crimes ambientais estão ocorrendo de forma mais acentuada, e juntos avaliaram as condições dos ambientes em busca de alternativas que possam amenizar o problema.

No bairro Hélio Ponce, a equipe observou uma grande quantidade de lixos depositados em três pontos localizados no fundo do miniestádio. Além de restos de construções, foram constatados também entulhos e uma grande quantidade de lixos domésticos.  

A dona de casa Almeniza Oliveira, que reside no bairro há mais de 27 anos, disse que o problema de descarte irregular de lixo por populares é recorrente e que a Prefeitura Municipal de Várzea Grande  tem feito o trabalho de limpeza na região,  mas que empresas e moradores de outras localidades acabam sujando o bairro. “É uma falta de respeito com os moradores daqui, pois somos nós que sofremos com o acúmulo de lixo e com as doenças provocadas pela fumaça na queima desses resíduos. Dessa forma, não tem como o poder público ser mais eficiente porque ele faz o serviço em uma semana e na outra o local já tem acúmulo de lixo”, lamentou.

Na região do Carrapicho, a equipe se deparou com todo tipo de resíduos sólidos, além de uma quantidade de restos de materiais usados em marcenaria, animais mortos, caixas contendo alimentos podres, que foram descartados no local por um Supermercado, localizado no bairro Parque do Lago.

O Fiscal da Secretaria de Meio Ambiente, Edmilson Pereira, comunicou que a empresa será notificada e que o proprietário será convidado a retirar todo o lixo depositado no local em um período de cinco dias. “ A empresa nem se deu ao trabalho de recolher as notas fiscais das vendas realizadas. Caso eles não façam a limpeza do local, serão autuados”, alertou.

O fiscal disse ainda que a Prefeitura Municipal atua em várias regiões da cidade, porém os descartes ocorrem em qualquer hora do dia, principalmente à noite e na madrugada,  dificultando o trabalho de fiscalização. “Neste caso, a população pode e deve nos ajudar, informando o ocorrido, seja por meio de denúncia, seja por registros da ação ou até por registro nos órgãos fiscalizadores”.

Uma das alternativas que vem sendo estudada, de acordo com a gerente de educação Ambiental, Selma Guimarães Souza, é a inserção de placas de ‘não jogue lixo’ nos locais com mais registros desse tipo de ato, porém a falta de conscientização e respeito ao trabalho desenvolvido pelo poder público poderá não surtir efeito, daí serão necessárias ações mais enérgicas.

“O nosso objetivo não é punir as pessoas, mas sim alertar a população quanto aos riscos que causam ao meio ambiente e à saúde pública, bem como alertar sobre os gastos causados aos cofres públicos, afinal a gestão municipal realiza limpeza pública diversas vezes em um mesmo local, comprometendo a ação em outros pontos da cidade que necessitam também desta prestação de serviço da Prefeitura”, argumentou a gerente.

Aluísio Fernandes reforça ainda que o poder público tem feito a sua parte na condução dos serviços, porém se não houver o comprometimento de todos, será quase impossível manter os bairros limpos e organizados. “Mapeamos as áreas onde esses descartes acontecem de forma recorrente, e onde estão sendo feitas as fiscalizações, seja por parte da equipe do Meio Ambiente, Código de Postura, ou até mesmo da população que deve ser a nossa parceira nessa ação”, completou.