"Projeto Paz e Segurança na Comunidade Escolar" leva conscientização a 2,5 mil alunos no primeiro semestre de 2022
VG + EDUCAÇÃO

"Projeto Paz e Segurança na Comunidade Escolar" leva conscientização a 2,5 mil alunos no primeiro semestre de 2022

As palestras educativas abordaram assuntos como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), família, autoestima, abuso sexual, bullying e cyberbullying, comportamento, expectativa de vida, prevenção ao uso de álcool e outras drogas lícitas e ilícitas, ao HIV, à gravidez precoce e às infecções sexualmente transmissíveis (IST), hanseníase, entre outros temas pertinentes.

Um total de 2.513 alunos do Ensino Fundamental I e II (4º ao 9º ano) de oito Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) de Várzea Grande foram contempladas, durante o primeiro semestre deste ano, pelo projeto “Paz e Segurança na Comunidade Escolar”, desenvolvido numa parceria entre as Secretarias Municipais de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e de Defesa Social, por meio da Guarda Municipal (GMVG). As escolas atendidas foram: Demétrio de Souza, Manoel Correa de Almeida, Heróclito Leôncio Monteiro, Júlio Corrêa, Tenente Abílio da Silva Moraes, Emanuel Benedito de Arruda, Padre Luiz Maria Ghisoni e Aristides Pompeo de Campos.

As palestras educativas, proferidas pela pedagoga e coordenadora do projeto Márcia Maria de Souza Oliveira, abordaram assuntos como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), família, autoestima, abuso sexual, bullying e cyberbullying, comportamento, expectativa de vida, orientações sobre o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), prevenção ao uso de álcool e outras drogas lícitas e ilícitas, ao HIV, à gravidez precoce e às infecções sexualmente transmissíveis (IST), hanseníase, entre outros temas pertinentes à cada comunidade escolar.

De acordo com a coordenadora, Márcia Maria de Souza Oliveira, o projeto segue um protocolo que prevê a apresentação para a Equipe Gestora de cada unidade escolar, para os professores, para os pais e, posteriormente, as palestras chegam até os estudantes. “O diferencial é que atendemos cada turma em sua sala de aula, no ambiente deles, respeitando as particularidades e evitando aglomerações devido à pandemia do Covid-19. Além disso, os temas são discutidos por turma, porque são definidos previamente junto aos pais e professores, de acordo com a faixa etária e com as principais necessidades de cada grupo”, explica.

Conforme José Vieira Ângelo Rocha, assessor técnico pedagógico da SMECEL, o projeto "Paz e Segurança na Comunidade Escolar" se mostrou ainda mais necessário nesta retomada das aulas presenciais porque, devido ao isolamento social causado pela pandemia, os adolescentes passaram a apresentar cada vez mais problemas ligados à disciplina, relacionamentos familiares e interpessoais e defasagem no aprendizado.

“Os professores estão passando por muitos desafios com os alunos nesse retorno das aulas presenciais. Por isso, estamos dando prioridade às escolas de comunidades com maior problema de vulnerabilidade social, envolvendo toda a comunidade escolar, conversando com os professores e com os pais, para identificar que tema é mais pertinente a cada turma. E a gente vê a satisfação entre os envolvidos. É muito bom! Tivemos casos em que quando a professora Márcia começou a falar da questão de relacionamento familiar, algumas adolescentes choraram devido à situação vivida na família. Nesses casos, ela busca chamar as mães ou madrastas para conversar e tentar encontrar uma forma de encaminhamento”, relata.

O Projeto “Paz e Segurança na Comunidade Escolar” atua com foco no desenvolvimento dos valores importantes para a formação das capacidades morais, intelectuais e sociais entre os jovens, principalmente aqueles relativos à paz e a não violência. “Fazemos esse trabalho através de experiências significativas para a vida e proporcionando a construção conhecimentos, análise das aplicações do ensino para formação docente e também com a incorporação de todas as formas de aprendizagem ativa, que ajudam os educandos a desenvolver as competências cognitivas e socioemocionais”, afirma a coordenadora.