Com capacitação, insumos e assistência técnica, Prefeitura de Várzea Grande fomenta a apicultura em assentamentos da agricultura familiar
FONTE DE RENDA

Com capacitação, insumos e assistência técnica, Prefeitura de Várzea Grande fomenta a apicultura em assentamentos da agricultura familiar

Com objetivo de diversificar o ramo de atividades e a fonte de renda de pequenos produtores, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável tem oferecido todo suporte para inserir famílias na área de atuação.

Para trabalhar com apicultura, é preciso ter capacitação, equipamentos de proteção individual, fumigador, caixas para acondicionamento das abelhas, uma equipe para fazer a captura do enxame na natureza, o que exige, muitas vezes, se embrenhar na mata e passar horas na tarefa. Para quem não tem recursos, tudo isso poderia ser inviável, mas, em Várzea Grande, pequenos produtores rurais estão recebendo todo esse suporte por parte da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS).

O objetivo é abrir oportunidades para as famílias que vivem no campo, pois dependem da diversificação de atividades para conseguirem se manter na agricultura familiar. Há cerca de dois meses, a SEMMADRS passou a oferecer assistência técnica em apicultura aos pequenos produtores rurais. O suporte vai desde a captura do enxame na natureza, com disponibilização do kit apicultor (com fumegador e equipamento individual de segurança – EPI) até a manutenção da colmeia e posterior apoio na venda da produção.

Antes disso, a SEMMADRS, juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), promoveu cursos de apicultura com moradores dos assentamentos Sadia 1 e Sadia 3 e doou, juntamente com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), mais de 100 caixas para criação de abelhas nessas comunidades rurais.

Até o momento, a equipe técnica da SEMMADRS, composta por engenheiros agrônomos, médicos veterinários e técnicos agrícolas, já realizou seis capturas de enxames de abelhas em pequenas propriedades rurais, o que representa uma nova fonte de renda para as famílias assistidas.

“O pequeno produtor rural sempre está andando pelo pasto, pela propriedade e avista abelhas. Então ele começa a rastrear e, ao identificar o enxame, ele solicita o apoio da equipe técnica da Secretaria”, explica o coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Jhonattan Luydd Fernandes Ferreira.

Foi o que aconteceu no último dia 19, no assentamento Sadia 1, onde o agricultor e pecuarista Vitório da Silva localizou dois grandes enxames de abelhas após uma de suas vacas sofrer com picadas dos insetos. Sem interesse na apicultura, ele preferiu chamar a equipe da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural para fazer a captura e doar o enxame para sua vizinha, Loreni Brum de Camargo, que já foi beneficiada com o curso de apicultura e com as caixas para criação de abelhas. “A Secretaria trouxe o curso pra cá, eu me interessei e gostei demais de fazer o curso. Então, por causa disso eu quero criar abelhas. Fiz o curso e estou preparada”, disse a agricultora.

Atualmente, Loreni vive da plantação de maxixe e quiabo e da criação de galinhas caipiras e porcos e está animada com a nova opção de trabalho. “Essas abelhas que eu vou criar vão aumentar minha renda”, afirma. Diante da oportunidade, ela elogia todo o apoio que tem recebido da equipe da Prefeitura. “Nota 10! Dez mesmo, porque quando a gente precisa, eles estão sempre preparados para nos ajudar”, avalia.

Atualmente, a Prefeitura faz o acompanhamento de cerca de 20 famílias que passaram a produzir mel. A expectativa é de que esse número cresça conforme novas capturas de enxame sejam feitas. O suporte é dado até mesmo na fase de inserção no mercado. “Estamos com um projeto de extensão em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que inclui a apicultura. Nossa ideia é criar a Feira do Mel, em 2023, para comercializar esse mel que está sendo produzido este ano. Também temos um grande produtor em Várzea Grande que já se propôs a comprar o mel excedente desses pequenos produtores”, afirma o coordenador.