Celebrado em outubro, o Dia Internacional da Mulher Rural destaca a contribuição feminina para a agricultura familiar, a produção de alimentos e a geração de renda. Em Várzea Grande, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), valoriza o trabalho das produtoras rurais, que enfrentam os desafios do campo, conduzem seus próprios negócios e contribuem para o sustento de suas famílias e o fortalecimento da economia rural.
Moradora de um sítio há mais de 15 anos, a produtora Luciane Chiulo intensificou, há cerca de seis anos, a produção para comercialização. Atualmente, cultiva aproximadamente mil pés de banana-da-terra, além de mandioca, e cria frangos caipiras. Entre os desafios enfrentados, ela destaca a seca, mas afirma que o trabalho na terra é motivo de realização pessoal.
“Trabalhar na terra representa a minha maior paixão. É muito gratificante ver o resultado do nosso esforço e, principalmente, ver as mulheres conquistando seu espaço, produzindo, vendendo e garantindo o próprio sustento”, afirma Luciane.
Outra história de dedicação ao campo é a de Maria Aparecida, de 60 anos, que trabalha com hortaliças e pecuária leiteira na região do Sadia 3. Criada no sítio, ela retornou ao campo em 2002 e hoje encontra na produção de alimentos e derivados do leite uma importante fonte de renda para a família. A falta de transporte e de mão de obra está entre as principais dificuldades enfrentadas.
“O que traz sustento para a nossa família no campo é a horta e, principalmente, o leite e seus derivados, que garantem uma boa renda para nós”, relata Maria.
O protagonismo feminino também se destaca na comercialização dos produtos rurais. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, aproximadamente 95% das pessoas responsáveis pelas bancas da Feira da Família são mulheres.
“Elas ficam à frente dos seus negócios, buscam fomento, procuram soluções para a logística e entregam sua produção. A Prefeitura oferece suporte para fortalecer essa cadeia produtiva, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores para transportar e comercializar seus produtos”, destaca Ricardo.
A produtora Ana Lúcia Morais de Souza, da comunidade São Miguel, na região do Sadia 3, também representa a força feminina no campo. Há dez anos, ela se dedica à produção artesanal de queijos, manteiga, requeijão e doces. Em 2025, conquistou medalha de ouro com sua manteiga de garrafa em um concurso estadual. Para diversificar a produção e ampliar a renda, também iniciou o cultivo de maracujá.
“Essas feiras e concursos fazem toda a diferença na nossa trajetória. Ajudam a trazer novos clientes, manter os antigos e abrir oportunidades para buscar investimentos”, afirma Ana Lúcia.
A atuação das mulheres nas comunidades rurais reforça a importância do trabalho feminino para a produção de alimentos, o fortalecimento da agricultura familiar, a movimentação da economia rural e o sustento das famílias em Várzea Grande.
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