A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, esteve neste domingo (8), no bairro Joaquim Curvo, na região do Cristo Rei, para acompanhar de perto os impactos causados pelas fortes chuvas que assolaram a cidade neste fim de semana e verificar a situação de uma via que foi alagada após o entupimento de uma manilha de drenagem. A ocorrência fez com que a água invadisse residências e trouxe transtornos recorrentes aos moradores da localidade.
Durante a vistoria, a prefeita Flávia Moretti reforçou que o município já atua de forma emergencial por meio do Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos, com apoio da Defesa Civil, do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e da Secretaria de Obras, que realizaram a desobstrução e a limpeza das bocas de lobo no local.
“Desde ontem mantemos contato com os moradores. Viemos verificar de perto o que estava acontecendo e realizar serviços emergenciais para estancar a situação. É um fato crônico, agravado pela falta de manilhamento e de um canal adequado para a água pluvial quando o asfalto foi feito”, afirmou.
A prefeita também destacou que a gestão já trabalha em uma solução definitiva. “Vamos elaborar um projeto de galeria pluvial para drenagem, com uma obra estimada em mais de R$ 1 milhão. Com a chegada da estiagem, faremos os planos de ação e o orçamento, buscando recursos para resolver de vez o problema dessa região”, concluiu.
Segundo relatos da comunidade, o problema se arrasta há anos. A moradora Tatiana Sátiro destacou que a situação se repete a cada período chuvoso. “Tem mais de 18 anos que passamos por esse problema. Ontem foi um susto, ficamos no meio da água. Pedimos que pelo menos melhore, porque ainda é época de chuva. Vamos aguardar que o novo projeto aconteça”, afirmou.
Desde o registro do alagamento, equipes da Defesa Civil Municipal acompanham a situação. De acordo com o coordenador municipal de proteção e Defesa Civil de Várzea Grande, Jovanil Flores, o caso foi comunicado ao Governo do Estado e as famílias estão sendo monitoradas conforme a necessidade.
“A Defesa Civil acompanha desde ontem. Remetemos ao Estado a situação de emergência e acompanhamos as famílias. Se for necessário, realizamos o reconhecimento, sempre orientando os moradores. Em toda a cidade, pelo menos mil famílias são atingidas pelas chuvas. Esse ponto é recorrente e se tornou um dos mais críticos devido ao entupimento”, explicou. A Defesa Civil pode ser acionada por meio da Guarda Municipal, pelo telefone 153.
O secretário municipal de Obras, Celso Luiz Pereira, explicou que o alagamento é resultado de um problema estrutural antigo.
“Esse é um problema crônico. O crescimento desordenado gerou um ponto de acúmulo de água que vem de áreas mais altas. Nunca foi feito um plano de retorno e drenagem na região. Com a pavimentação, as áreas de permeabilidade diminuíram drasticamente, o que agrava ainda mais a situação”, detalhou.
Segundo ele, a manilha existente possui apenas 40 centímetros de diâmetro e ainda há residências construídas sobre a rede, o que impossibilita a manutenção e ampliação. “A solução definitiva exige uma rede extensa, rompimento de asfalto e uma intervenção custosa. A prefeita determinou que o problema seja resolvido e, assim que as chuvas diminuírem, iniciaremos o projeto”, completou.
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