A fruticultura começa a ganhar protagonismo em Várzea Grande, impulsionada por iniciativas que fortalecem a agricultura familiar e diversificam a matriz produtiva do município. Um exemplo emblemático dessa nova fase no agronegócio local vem da produtora Ana Lúcia Morais de Souza, do sítio localizado na comunidade São Miguel, região do Sadia 3.
Reconhecida pela premiada produção de queijos artesanais, doces e derivados de leite, Ana Lúcia inicia agora um novo capítulo em sua trajetória rural. As mudas de maracujá plantadas em outubro do ano passado já começaram a frutificar, trazendo uma expectativa concreta de incremento na renda da propriedade e consolidando a fruticultura como alternativa estratégica de diversificação.
No final de 2025, a produtora implantou o cultivo da variedade Embrapa BRS FB 200, material genético desenvolvido para alta produtividade e qualidade de frutos. A iniciativa conta com o apoio técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande (SEMMADRS) e da Empaer, que acompanham de perto todas as etapas do processo.
Na última semana, o sítio recebeu assistência técnica especializada, com orientação passo a passo sobre condução dos parreirais, manejo, adubação e tratos culturais, garantindo melhores índices de produtividade e qualidade. O acompanhamento contínuo reforça o compromisso do poder público em oferecer suporte técnico eficiente e resultados sustentáveis no campo.
“Essa é uma nova etapa para mim. Sempre trabalhei com leite e seus derivados, mas agora quero ampliar a produção e investir no maracujá. A gente aprende todos os dias e, com o apoio da prefeitura e da Empaer, dá para ir além. Estou muito animada para ver os primeiros frutos”, destaca Ana Lúcia, confiante no potencial da nova cultura.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, o projeto integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à expansão da fruticultura no município. “Nosso objetivo é diversificar a produção em Várzea Grande, criando novas fontes de renda e agregando valor às propriedades. O caso da Ana Lúcia demonstra como é possível integrar atividades consolidadas, como a produção de queijos, com novas culturas, promovendo sustentabilidade econômica e produtiva”, afirma.
A expectativa técnica aponta que entre seis e sete meses após o plantio os frutos estejam aptos para colheita. Os parreirais apresentam vida produtiva média de dois anos, período suficiente para garantir retorno financeiro rápido. Além disso, a própria produtora poderá multiplicar mudas a partir das plantas iniciais, expandindo a área cultivada e se tornando referência para outros agricultores da região.
O coordenador de Desenvolvimento Rural da secretaria, Leandro Luiz da Silva, reforça que o incentivo à fruticultura possui forte impacto social e econômico.
“Estamos buscando alternativas de cultivo que ofereçam retorno mais rápido e que tenham absorção garantida pelo mercado institucional e pelas cooperativas locais. O maracujá tem alto valor agregado, demanda constante e excelente aceitação comercial, abrindo novas oportunidades de negócio para os produtores familiares”, explica.
Já o extensionista da Empaer, Edson Benedito da Silva, destaca que o acompanhamento técnico é determinante para o sucesso da cultura. Segundo ele, a orientação adequada no manejo inicial, na condução das plantas e no controle fitossanitário assegura maior produtividade e qualidade dos frutos, fatores decisivos para a competitividade do pequeno produtor.
A produção de Ana Lúcia já tem destino definido: será comercializada por meio da Coopeveg, cooperativa responsável pelo fornecimento de alimentos para a merenda escolar do município, dentro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O excedente poderá ser vendido no mercado local, ampliando a renda da família e fortalecendo a economia regional.
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