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A ampliação do atendimento de saúde nas unidades prisionais de Mato Grosso foi tema de uma reunião realizada na tarde de terça-feira (15), no Tribunal de Justiça. O encontro reuniu representantes das secretarias de Saúde de Várzea Grande, Cuiabá e do Estado, além da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A iniciativa foi conduzida pelo desembargador Orlando Perri, que propõe a construção de um modelo permanente de assistência aos reeducandos. A proposta prevê a oferta contínua de atendimentos médicos, odontológicos e psicológicos dentro das unidades prisionais.

Durante o encontro, o magistrado destacou a ausência de serviços básicos em grande parte do sistema e citou situações que evidenciam a gravidade do cenário. “Estamos falando de pessoas que, apesar de privadas de liberdade, têm direito a um atendimento digno”, afirmou.

Como encaminhamento, foi estabelecido o prazo de 45 dias para que cada órgão da saúde elabore um plano de ação, com a definição dos serviços que poderão ser ofertados.

A secretária de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, ressaltou que o município deve contribuir com a Atenção Primária. “É um trabalho conjunto, e estamos à disposição para garantir assistência básica e contínua dentro das unidades”, disse.

Mato Grosso possui 41 unidades prisionais, com cerca de 16,5 mil detentos. Em Várzea Grande, está prevista a inauguração de mais uma unidade prisional, o que elevará para duas o número de estabelecimentos no município e deve ampliar a demanda por atendimentos de saúde no sistema.