A Secretaria de Municipal de Saúde de Várzea Grande iniciou a retirada das armadilhas conhecidas como ovitrampas, utilizadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e Chikungunya. De acordo com o número de ovos existentes nas armadilhas, será possível traçar planos de ações para as regiões da cidade, levando em conta a maior e a menor suscetibilidade á incidência dessas doenças, chamadas de arboviroses.
Para esse trabalho de mensurar cenários de riscos, e assim, reduzir o risco de surtos durante o verão, os Agentes de Combate às Endemias são protagonistas e essenciais para essa iniciativa, pois atuam nesse processo do começo ao fim: desde a instalação das armadilhas, como a retirada e a aplicação in loco das ações recomendadas para cada região de Várzea Grande.
Ao todo serão implantadas 211 ovitrampas em todas as regiões de Várzea Grande. As armadilhas são implantadas e após cinco dias recolhidas. Seguem para secagem e depois para contagem dos ovos em cada palheta das ovitrampas. Conforme o número de ovos em cada palheta, a região é classificada como ‘azul’ e ‘verde’ – baixo risco – ‘laranja’ – sinal de alerta para infestação do vetor – e ‘vermelha’, cor que indica nível de extrema preocupação, e local que vai receber ações de combate aos focos de forma imediata e intensiva.
Como explica a supervisora-geral do Setor 1 (Grande Cristo Rei), Rosiane Figueiredo Félix, os locais escolhidos para a instalação das armadilhas seguem critérios técnicos baseados no histórico epidemiológico. As análises são realizadas pela bióloga do Município, Thayse Oliveira.
“As armadilhas recolhidas ontem (28), por exemplo, já estão com a palhetas separadas e em secagem. Em cerca de dois dias estarão secar e possibilitando a contagem dos ovos. Até o final dessa semana, a análise dessas armadilhas já estará concluída e na sequencia já começamos com as ações mais pontuais em locais ‘vermelhos’”. Ainda conforme a Rosiane, ações de tratamento e eliminação de focos cobrem os quarteirões onde houve maior concentração de ovos, bem como quarteirões adjacentes. Além do tratamento químico, os agentes de endemias levam informações, esclarecem dúvidas e seguem sendo o elo entre o combate às arboviroses e as ações da secretaria. Tudo com o objetivo de reduzir ao máximo a incidência dessas doenças”
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