Profissionais da educação e da saúde de Várzea Grande participaram durante todo o dia 12 de agosto, da primeira etapa 2008 do projeto ‘Saúde e Prevenção nas Escolas’, que tem como objetivo formar professores e agentes de saúde em multiplicadores de todos os temas que envolvem a sexualidade, desde a proteção contra doenças, como direitos, cidadania e gravidez na adolescência.
O curso de capacitação foi sendo realizado no buffet Rosane Miranda, no bairro Ponte Nova, e nessa etapa abrange seis escolas municipais de educação básica e cerca de 80 pessoas. As informações repassadas são fruto de uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Educação, o Serviço de Assistência Especializada (SAE) e o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que desenvolvem desde 2006 o projeto ‘Saúde e Prevenção nas Escolas’, elaborado pelos Ministérios de Saúde e Educação, junto com o Unicef e Unesco.
O secretário de Saúde, Reinaldo Della Pasqua, abriu os trabalhos pedindo apoio de todos os profissionais no combate ao grande desafio da saúde pública: “proporcionar novas condutas das pessoas por meio da informação”.
Ele disse que as pessoas mesmo em pleno século XXI, ainda mantêm hábitos antigos. “Existe sempre aquela mentalidade de que comigo nunca vai acontecer, por isso eu fumo cigarros, tenho relação sexual sem camisinha e assim vamos proliferando problemas. É preciso muita informação para que haja uma mudança cultural no comportamento das pessoas”. Ele citou ainda, que esses dias foi chamado para atender a uma emergência. Uma menina de 11 anos, grávida de cinco meses, com descolamento de placenta. “Mesmo com todo acesso aos preservativos e às informações, ainda são muitos os casos de gravidez precoce em nível de Brasil”.
A técnica do projeto, Djenane Blanco Canavarros, do SAE/CTA, explica que o projeto capacita os educadores e os agentes de saúde para tratar com crianças e adolescentes sobre todas as questões que envolvem a sexualidade, desde direitos, uso dos preservativos, responsabilidades, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez não planejada.
“Até 2007 íamos levar essas informações direto nas escolas, mas a receptividade da comunidade escolar foi tão boa, que a demanda nos obrigou a sair das salas de aula, para ampliar o número de pessoas capacitadas. Gostaria de estar nas escolas, mas agora, preparamos um volume maior de pessoas e elas, se estão aqui, é porque estão comprometidas em ajudar a construir condutas positivas, principalmente nos jovens”, argumenta Djenane.
Ela lembra que os jovens estão tendo a vida sexual iniciada em média aos 13 anos. “São as escolas, que conhecendo as suas realidades solicitam a inclusão no projeto. Em 2007 atendemos nove escolas. Os educadores saem com subsídios para instruir seus alunos e colegas”.
A gerente do SAE/CTA, Lindamar Saragiotto, frisa que o objetivo é reduzir a incidência da aids nesta faixa etária, assim como outras doenças e a gravidez precoce. “Por isso, é preciso resgatar a cidadania”.
Para este ano, estão previstos encontros mensais para capacitação de mais profissionais na educação e na saúde do Município.
1 / 1
Foto da galeria