ais uma vez Várzea Grande dá exemplo na gestão da saúde pública. De forma inédita no Brasil, o cargo de ouvidor do Sistema Único de Saúde, o SUS, não será ocupado por uma pessoa indicada pelo prefeito ou mesmo, pelo secretário de Saúde. No dia 4 de setembro, tomará posse como ouvidora do SUS em Várzea Grande, a funcionária pública Vanilze Cristina.
O primeiro secretário do Conselho Municipal de Saúde do Município, Zacarias Costa, conta que pela primeira vez o cargo de ouvidor foi disputado por meio de eleição secreta entre os 16 membros do Conselho. “Antes disso, o Conselho lançou edital abrindo período para as candidaturas e sabatinou os interessados. Antes do dia da posse, a Vanilze será novamente sabatinada pelo Conselho”.
O espaço físico para instalação da Ouvidoria já foi locado pelo Município e está localizado na Avenida Alzira Santana, próximo ao supermercado Compre Mais, como antecipa o gerente de manutenção da Secretaria, João Batista Matos de Oliveira. Ainda segundo ele, as obras para adequação já foram iniciadas e ainda neste mês o prédio estará entregue.
Com a criação da Ouvidoria, os usuários do SUS em Várzea Grande, terão onde esclarecer dúvidas sobre procedimentos médicos e exames, como também reclamar e denunciar maus tratos e maus profissionais. “Por isso, esta independência de poder agir em prol do cidadão é o diferencial da Ouvidoria de Várzea Grande, que tem uma ouvidora autônoma e independente”, frisa Zacarias Costa.
O primeiro secretário destaca que com a Ouvidoria implantada a população terá onde reclamar. “Exames agora terão dia e hora para serem realizados, é o fim da longa espera sem justificativa. Sem dúvida, é um grande avanço na história da saúde várzea-grandense”.
AINDA NA FRENTE – O avanço na qualidade da saúde no Município passa pelo empenho dos membros do Conselho de Saúde. Outra dose de ineditismo está na formação do Conselho. “O presidente do Conselho, o Gelson Camargo, é represente dos usuários, assim como o vice-presidente representa os trabalhadores e o primeiro secretário é usuário do sistema SUS. A prefeitura em si, nem mesmo a secretaria de Saúde, têm representantes na executiva do Conselho”, exclama Zacarias. Ele que viaja o País em eventos ligados à Saúde, conta que é de praxe que os presidentes dos Conselhos municipais sejam, ou o secretário de Saúde, ou alguém indicado pelo Município. “Temos autonomia para trabalhar em prol de uma saúde melhor em nossa cidade”.
Em geral, os membros do Conselho são responsáveis por fiscalizar a aplicação dos recursos do SUS, os credenciamentos de clínicas, hospitais e serviços ao SUS e também na formatação de políticas na área, como fazem no momento, que é a de ampliação do número de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), na cidade. “Conheci a realidade de Sobral (CE) e lá, 95% da população é assistida pelo PSF. Nossas equipes aumentam a cada ano, mas queremos atingir índices próximos ao do município cearense”.
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