A Secretaria de Meio Ambiente de Várzea Grande (Sicma) está conseguindo solucionar a questão dos pneus velhos amontoados próximo ao aterro sanitário da cidade. Uma parceria com a Associação Nacional de Indústria Pneumática - Anip - está possibilitando que Várzea Grande dê um destino final a esse problema. Na semana passada, quatro carretas começaram a conduzir os pneus para o estado de São Paulo. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Fernando da Silva Sé, dentro de 60 dias todo o trabalho estará concluído.
O material será reutilizado para geração de energia, produção de asfalto e pisos para quadras esportivas. “As empresas paulistas têm máquinas específicas para a moagem dos pneus e o reaproveitamento do material”, completou o secretário.
De acordo com Fernando Sé, no local existem aproximadamente oito mil pneus. Desde 2002 eles foram recolhidos de borracharias e terrenos baldios da cidade. “A princípio, a proposta das secretarias de Meio Ambiente, Saúde e Serviços Públicos era limpar o ambiente e ao mesmo tempo não deixar que o material servisse como alojamento para o mosquito Aedys aegipti, causador da dengue”, explicou.
O secretário destacou que com o tempo, a quantidade de pneus recolhidos começou a gerar outros impasses. Mesmo afastados do perímetro urbano, os pneus continuam armazenando e proliferando a larva do mosquito da dengue. “Uma das alternativas encontradas pela nossa equipe foi o envio dos pneus velhos para a fábrica de cimento do município de Nobres, onde o material é queimado gerando energia. Mas as empresa do município não possuem equipamento para triturar pneus de tratores e caminhão, por isso as peças maiores estão sendo encaminhadas para São Paulo”, justificou.
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Pneus viram manilhas e peças de artesanato
Uma empresa de Várzea Grande está conseguindo reaproveitar os pneus velhos para a confecção de manilhas e vasos ornamentais. O material recolhido em borracharias, entre outros locais, recebe, depois do corte, tratamento específico. Com o manuseio das peças cortadas (pneus), o antigo material vai se tornando um novo produto.
Para cada maninha são usados 15 aros de pneus, que depois de amarrados formam uma peça, comercializada a R$ 15,00. Uma maninha similar de cimento varia de R$ 45 a 50,00. “Este produto é muito procurado por fazendeiros do município. Mas temos também empresários da construção civil que estão aplicando nas obras esta alternativa, que além de barata, tem grande durabilidade”, destacou Fernando Sé.
Outros produtos confeccionados a base de pneus velhos são peças ornamentais, como por exemplo, vasos para plantas e solas de botinas e sapatos.