O secretário municipal de Serviços Públicos e Transportes de Várzea Grande, Dito Loro, visitou o lugar conhecido como Lixão, localizado a margem esquerda da rodovia que dá acesso ao município de Nossa Senhora do Livramento. No local, verificou as condições ambientais e conversou com os catadores.

 

O objetivo da visita foi manter um primeiro contato com a população que trabalha no local, retirando dali o sustento próprio e da família. As condições preocuparam o secretário. “O Lixão não pode continuar do jeito que está”, disse Loro.

 


Para se inteirar da situação local e formalizar o contato, uma reunião foi marcada para a próxima sexta-feira, 14, às 16 horas. Na ocasião, o secretário vai debater com os presentes as condições de vida, a situação da saúde e da permanência dos catadores, o lixão coberto, a fiscalização dos caminhões, entre outros assuntos sugeridos pela população.

 


“Na administração anterior foi feito um cadastro para que as pessoas pudessem ficar no Lixão, mas nenhuma ação em beneficio foi realizado. Permaneceram até agora em situação subumana. A solução tem que existir e com a ajuda do prefeito Murilo Domingos vamos trabalhar para descobrir alternativas que melhorem as condições de vida dessas pessoas”.

 


Como resultado dessa primeira visita, o secretário agendou reunião com o prefeito para mostrar as fotos feitas no Lixão. “O Murilo sempre foi muito preocupado com o meio ambiente. Neste caso, ainda tem a agravante das pessoas que vivem lá. Com certeza, uma solução será encontrada”, finalizou.

 

Vida em risco

 

Seu José rasga os sacos de lixo e separa com as mãos sem luvas. “Elas atrapalham”, declarou. Valentina, 39, aparentando bem mais, faz coleta no Lixão há quase 2 anos. Já trabalhou em casas de família e em empresas. Desempregada, retira do lixão uma renda semanal de, aproximadamente, R$ 100. “Quando encontro, ainda levo roupas e calçados para toda a família”, disse contente.

 


D. Nena, 55, chegou ao Lixão há um ano e meio. Ela e o marido ganham, em média, R$250 por semana comercializando o que encontram. A água que consomem é trazida de casa, localizada no bairro São Matheus. “Espero que, pelo amor de Deus, não tirem a gente daqui”, implorou