O novo cadastro imobiliário de Várzea Grande, realizado graças ao geoprocessamento, ampliou de 3,8 milhões de metros quadrados de área construída para 9,4 milhões, um salto de 145%. Com isso, a cidade poderá arrecadar cerca de R$ 5 milhões em IPTU anualmente.
Para o prefeito Murilo Domingos, esse é o primeiro grande esforço de atualização cadastral que ficou 37 anos parados – o último ocorreu em 1.971. "É uma evolução fantástica. O grande problema é que grande parte desses imóveis não estão cadastrados", frisa.
A observação do prefeito ocorreu nesta terça-feira à tarde no auditório do Palácio Júlio Domingos de Campos durante a apresentação feita pela empresa Aeroimagem Aerofotogrametria, responsável pelos serviços (recadastramento e material cartográfico).
O prefeito e convidados conheceram os mapas temáticos. Com eles será possível conhecer todas as ruas da cidade e se estão pavimentadas ou não, além de outros detalhes da cidade.
A prefeitura já recebeu parte do material cartográfico do qual sairá a nova base carta geográfica georreferencial de Várzea Grande. Em cerca de 30 dias o material estará completo.
O geoprocessamento é uma ferramenta usada para gerenciar dados alfanuméricos e geográficos. Quando aplicados em administrações públicas, estes dados geralmente são utilizados principalmente pelos setores de finanças e/ou obras – como é o caso de Várzea Grande. "A partir desta ferramenta, teremos um raio-x completo da cidade e todas as informações serão úteis no planejamento de ações da prefeitura", explica a coordenadora do setor de geoprocessamento da Sefaz/VG, Adriana Scremin.
O recadastramento imobiliário, que já está em fase final, é um mecanismo que antecede o geoprocessamento, pois se trata de uma coleta de informações completas sobre os imóveis do município – tais como tamanho, localização, tipos de material usados na construção, proximidade de órgãos públicos etc.
São estes subsídios que formarão o banco de dados do qual a ferramenta de geoprocessamento fará uso para fornecer as informações cartográficas que a prefeitura quiser, seja para planejar obras e ou para programar investimentos.
"A partir dos dados de cadastro imobiliário e das fotos aéreas, teremos – de fato – o geoprocessamento, que será manuseado pela equipe da secretaria de Fazenda", esclarece Adriana. O geoprocessamento também é conhecido como Sistema de Informação Geográfica.
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