A acupuntura está se popularizando na rede municipal de saúde em Várzea Grande. Mais de 50 pessoas realizam no Centro Integrado da Mulher, o CIM, o tratamento contra dores e doenças funcionais por meio da técnica milenar, que restabelece o equilíbrio do organismo com a utilização de agulhas. 

O tratamento não tem trazido apenas bem estar aos pacientes não, mas também alívio ao orçamento de inúmeras famílias. “O que a saúde municipal está fazendo é algo totalmente inédito”, aponta a gerente do CIM, Maria Alice Ramos. 
Como explica o médico acupunturista, Antônio Carlos Arruda, a terapia realizada por dez sessões, por exemplo, tem custo de cerca de R$ 1 mil no mercado. A secretaria de Saúde de Várzea Grande, que é a única do Estado, com um médico acupunturista pertencente ao Município. 

Na última sexta-feira, pacientes que tiveram o primeiro contato com a acupuntura há pouco mais de uma semana, retornaram para mais uma sessão e a melhora, principalmente, de quem reclamava de dores, era compartilhada com quem chegava pela primeira vez. 

A dona-de-casa Erotildes Siqueira retornou para mais uma manhã de tratamento. Ela que se queixava de dores nas pernas e câimbras, disse que após a primeira sessão realizada no último dia 20, as dores deram trégua. “Hoje (27) retorno para o tratamento mais aliviada. A melhora é visível”, comemora. 

E foi o boca-a-boca que trouxe Neusa Ribeiro até o CIM, na última sexta-feira. A dona-de-casa que também se queixava das dificuldades em realizar os afazeres domésticos, por conta das dores nas costas, no pé, labirintite e bicos de papagaio, ficou satisfeita após seu primeiro contato com as agulhas. “Dá medo quando a gente entra aqui na sala. Mas, depois que o doutor explica todo o procedimento e principalmente, assim que as agulhas são colocadas na região dolorida e já mostra seus efeitos, a gente fica encantada”. 

Ana Vitória, de 6 anos, também teve seu primeiro contato com a técnica milenar chinesa na última sexta-feira. A menina sofre com falta de controle do xixi noturno, problema que também é eliminado pela acupuntura. “Ela deverá precisar de mais umas quatro sessões semanais para obter alta e se livrar do problema”, disse o médico acupunturista do CIM, Antônio Carlos Arruda. 

“A acupuntura muda o jeito e o comportamento das pessoas”, exclama o médico. Ele explica ainda, que, quanto menor o número de agulhas no corpo, melhor é o resultado e que os efeitos da técnica são imediatos, intensos e duradouros. “Essas pessoas que estão aqui, estão tendo uma oportunidade ímpar para tratar de muitos males”, frisa o médico acupunturista. 

O atendimento é feito todas as segundas e sextas-feiras. As sessões são semanais e podem ser realizadas a partir dos seis anos de idade. As patologias tratadas pela técnica são: artrite, artrose, cefaléia/enxaqueca, lombalgia, bursite, tendinite, gastrite, dores (nos braços, ombros, pernas, quadril, costas, pescoço, tornozelo, mãos, dedos, cotovelo, mamas, durante a gravidez, facial, nervo ciático e abaixo do pescoço), gastrite, ansiedade, depressão, tensão pré menstrual, choro fácil, melancolia, tristeza, cólicas menstruais, úlceras, rinite, sinusite, amidalite de repetição, asma, gripes e resfriados de repetição, hiperemese gravídica (vômitos e ânsia) quaisquer males na gestação, endometriose, torcicolo de repetição, furúnculos de repetição e insônia. 

O CIM está localizado na Avenida Filinto Muller, ao lado do 4° Batalhão de Polícia Militar. Outras informações pelo 3688-3807.